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Do “falem com Queiroz” à fuga durante o treino: As polémicas de Ronaldo com Portugal

Cristiano Ronaldo no jogo com o País de Gales
Cristiano Ronaldo no jogo com o País de GalesReuters

Um dos melhores jogadores de sempre, Cristiano Ronaldo protagonizou uma das maiores polémicas da história da seleção nacional ao abandonar a concentração na véspera do jogo com a Dinamarca. Contudo, esta não foi a única do percurso do capitão.

234 jogos, 146 golos, um Campeonato da Europa, duas Ligas das Nações. Os números impressionam, o estatuto ninguém lhe tira, Cristiano Ronaldo é um dos melhores jogadores de sempre do futebol mundial e uma figura ímpar em Portugal. 

Mas se esteve no topo, o capitão de Portugal também protagonizou alguns momentos menos bons. O último foi esta quarta-feira, quando abandonou a concentração da seleção nacional durante o treino da véspera do encontro com a Dinamarca, da terceira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações.

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Recorde aqui as outras polémicas:

“Falem com Queiroz”

Foi, talvez, a primeira grande desilusão de Cristiano Ronaldo com Portugal. Finalista no Euro-2004, semifinalista no Mundial-2006, quartos de final no Euro-2008 e em 2010 aparecia como o líder incontestado, já com uma Bola de Ouro.

Contudo, na África do Sul, Portugal teve uma prova para esquecer e depois de empates com Costa do Marfim e Brasil, além de uma goleada à Coreia do Norte, acabou eliminado nos oitavos pela Espanha, com uma exibição cinzenta.

Visivelmente agastado, Cristiano Ronaldo atirou na direção de Carlos Queiroz após a eliminação. “Explicações? Falem com o Queiroz”.

O microfone

Seis anos depois, numa altura em que Portugal se encontrava em apuros para saber se saía da fase de grupos do Europeu que viria a ganhar, Cristiano Ronaldo protagonizou um momento inusitado.

Na véspera do jogo com a Hungria, Ronaldo foi interpelado pela CMTV e não gostou das perguntas, atirando o microfone para um lago.

Curiosamente, é agora um dos acionistas do grupo que detém o canal.

A braçadeira

É um dos momentos de maior orgulho para qualquer jogador português, ostentar a braçadeira de capitão da seleção. Contudo, por duas vezes o objeto revelou-se incómodo para Cristiano Ronaldo.

Nos oitavos de final do Euro-2020, após a queda diante da Bélgica, Ronaldo exprimiu a frustração ao atirar a braçadeira de capitão e pontapeá-la. Mais tarde, na Sérvia, no apuramento para o Mundial-2022, fez o mesmo para expressar a frustração por um golo anulado para lá dos 90 minutos.

“Estás com uma pressa para me tirar”

A relação entre Cristiano Ronaldo e Fernando Santos pareceu sempre de grande respeito, até ao Mundial-2022. No Catar, os primeiros sinais de fratura começaram.

Na terceira jornada da fase de grupos, com Portugal já apurado para os oitavos de final, Ronaldo foi titular diante da Coreia do Sul, mas acabou substituído aos 65 minutos. Na altura foi percetível o desabafo: “Estás com uma pressa para me tirar”.

Acabou por ser suplente nos dois jogos seguintes, curiosamente os dois últimos de Fernando Santos como selecionador.

A frustração no banco

O mais recente e, quem sabe, final aconteceu agora, em setembro de 2026. Suplente durante o jogo com a Noruega – o primeiro jogo oficial em que não entrou desde o Euro-2008 – Cristiano Ronaldo não acatou bem o facto de ter aquecido para não entrar e no final do jogo acabou por recolher aos balneários, enquanto a equipa agradecia aos adeptos.

Foi a gota de água. Não se viria a treinar mais com a seleção nacional e, pese embora todas as garantias de Jorge Jesus em conferência de imprensa, deixou a concentração durante o treino de adaptação ao Parken.

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