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Harry Kane será o centro das atenções se igualar o recorde histórico do antigo guarda-redes da Inglaterra, Peter Shilton, no duelo da Liga das Nações em Wembley.
O orgulho do capitão de Inglaterra por representar o seu país tem ficado bem patente desde a estreia frente à Lituânia, em 2015.
Kane marcou dois minutos depois de sair do banco nesse encontro e, desde então, raramente atravessou um período de seca com a camisola da Inglaterra.
Aos 33 anos, é o melhor marcador de sempre da Inglaterra, com 89 golos, depois de ter bisado na goleada de 0-7 sobre a Croácia, no sábado.
A estrela do Bayern Munique tem sido o talismã da Inglaterra e o único denominador comum nos altos e baixos da seleção ao longo dos últimos 11 anos.
Roy Hodgson lançou Kane na seleção inglesa e, desde então, o avançado foi orientado por Sam Allardyce, Gareth Southgate, Lee Carsley e agora Thomas Tuchel.
Mas nem contar com um jogador dotado do instinto predador e da consistência notável de Kane foi suficiente para a Inglaterra pôr fim à espera angustiante pelo primeiro grande troféu desde o Mundial de 1966.
A Inglaterra perdeu as finais do Campeonato da Europa em 2021 e 2024.
E, para seguir as pisadas de Bobby Moore como o único capitão inglês a erguer um troféu, Kane precisa, na opinião de Tuchel, da ajuda de um médio cuja exibição virtuosa frente à Croácia, no sábado, mereceu rasgados elogios de companheiros de equipa e comentadores.
Depois de ter estado em risco de falhar o Mundial por ter sido afastado da convocatória da Inglaterra em outubro de 2025, a estrela do Real Madrid, Jude Bellingham, passou do ostracismo ao topo ao longo dos últimos 12 meses, sob o comando de Tuchel.
Depois de ter irritado Tuchel com os seus comportamentos voláteis em campo, Bellingham recuperou finalmente o lugar a tempo do Mundial, em junho e julho.
Foi Bellingham, e não Kane, quem terminou como melhor marcador da Inglaterra no Mundial, mas a participação da seleção acabou em desilusão nas meias-finais frente à Argentina.
"Nunca vi nada assim"
As táticas defensivas de Tuchel na fase final dessa derrota foram alvo de fortes críticas.
Mas aprendeu com esse descalabro tardio e quer que a Inglaterra continue a atacar, com Kane e Bellingham na liderança.
As esperanças da Inglaterra de conquistar o Euro-2028 passam por Kane manter-se saudável e Bellingham conservar a forma magistral que inspirou a goleada sobre a Croácia.
O jogador de 23 anos foi tão dominante em Rijeka, ao marcar um golo e fazer três assistências, que o antigo médio do Manchester United, Roy Keane, afirmou que ele pode vir a ser "um dos melhores jogadores de todos os tempos".
"Neste momento, é um futebolista incrível. O conjunto, a sua força a correr, a sua capacidade de cruzamento, a ameaça que representa para a baliza", afirmou Roy Keane.
Os elogios de Keane foram secundados pelo jogador do Bournemouth, Alex Scott, que foi titular pela primeira vez na Inglaterra, ao lado de Bellingham e de Elliot Anderson, no meio-campo frente à Croácia.
"Sinceramente, nunca vi nada assim", afirmou Scott.
"É ainda melhor ao vivo; vê-lo de perto e estar no mesmo relvado que ele... é o melhor médio do mundo. A sua capacidade em campo é assustadora e esse é o nível que temos de alcançar", acrescentou.
O extremo da Inglaterra Bukayo Saka acrescentou: "Ele foi especial, (estou) feliz por jogar com ele e feliz por tê-lo na equipa da Inglaterra."
Tuchel afirmou que a relação de Kane com Bellingham floresceu dentro e fora do campo nos últimos meses, abrindo caminho para a explosão de criatividade e golos da dupla.
De forma simbólica, foi Bellingham quem recebeu a braçadeira de capitão de Kane quando o avançado foi substituído já perto do fim do encontro com a Croácia.
"Eles estão cada vez melhores. Adoram jogar juntos. Compreendem-se melhor", afirmou Tuchel.
"Ajustámos um pouco o nosso posicionamento depois do Mundial. O Jude joga quase sempre um pouco mais adiantado para nós. É aí que o vejo na posição mais perigosa", concluiu.
