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Titular no meio-campo como médio de ligação frente à Bélgica (vitória por 1-0), a 28 de setembro, Camavinga teve uma prestação sólida, com 95% de passes certos, cinco recuperações de bola e três faltas cometidas.
Depois, teve duas ocasiões claras de golo, através de remates de longe, após entrar para o lugar de Rayan Cherki frente à Itália, na sexta-feira, no Stade de France (1-1). Sem um Gianluigi Donnarumma em grande forma, poderia ter oferecido ao novo selecionador francês a terceira vitória em igual número de jogos.
Durante esta excecional janela internacional de cerca de 10 dias, com quatro jogos no programa, o jogador do Real deverá ter uma nova oportunidade para brilhar em Saint-Denis, frente aos Diabos Vermelhos, na segunda-feira (19:45).

Camavinga, cuja vinda para Madrid em 2021 foi promovida por Zidane, embora este nunca o tenha treinado, gostou da demonstração de confiança do seu selecionador. Zidane escolheu-o entre os 23 primeiros convocados e não para substituir uma baixa durante a concentração.
"Este tipo de desilusão era algo novo para mim"
"Foi algo que me tocou, naturalmente. Todos os futebolistas querem jogar este tipo de competição", afirmou, a propósito da não convocatória para o Mundial.
"Tudo aconteceu muito depressa na minha carreira e este tipo de desilusão era algo novo para mim. Estar na primeira lista do Zidane, logo a seguir, é muito importante. Depois dessa desilusão, era preciso reagir. Isto mostra que não me deixei cair, que levantei a cabeça".
Movido por Carlo Ancelotti, na sua última época como treinador do Real Madrid, entre o meio-campo e a posição de lateral-esquerdo, e preterido por Xavi Alonso e Álvaro Arbeloa, os dois técnicos do Real na última época, concluída sem títulos, o antigo jogador do Rennes aprecia que o novo selecionador francês o utilize na sua posição de eleição.

"Penso que temos bastantes laterais-esquerdos na seleção francesa, por isso vamos tirar isso da equação (sorrisos). Tenho a sorte de poder jogar como médio-defensivo ou médio de ligação, mas o treinador sabe disso. Posso dar o meu contributo como 6 (médio-defensivo) ou como 8 (médio de ligação), mas conhecem a minha preferência", recordou, ainda assim, dando a entender que prefere a posição de médio-defensivo.
É, contudo, como médio de ligação que Zidane o utiliza. Com ideias bem definidas sobre as posições em que coloca os seus jogadores, o selecionador prefere a intensidade física de Manu Koné ou a leitura de jogo de Lucas Da Cunha para o número 6.
Concorrência com Cherki
É uma primeira vitória para o jogador que partilha a posição com Rayan Cherki, outro futebolista muito apreciado por Zizou e que sai reforçado desta primeira concentração.
Expulso de forma ingénua nos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao Bayern Munique na época passada, Camavinga foi responsabilizado pela eliminação precoce dos merengues na principal competição europeia. Ao ponto de ser colocado na lista de transferências no início da época, tornando-se indesejado em Madrid, apesar de ter contrato até 2029.

Camavinga ficou. Com duas titularidades em seis jogos da LaLiga esta época, ainda não é a solução ideal no Real sob o comando de José Mourinho, mas o português também aprecia o jogador e parece disposto a devolvê-lo à ribalta.
"Já tive boas prestações no passado, mas falta-me consistência. Isso passa por estar concentrado no relvado e cometer menos erros. Roma e Pavia não se fizeram num dia", explicou Camavinga, a propósito dos principais aspetos em que pretende evoluir, recordando que tem apenas 23 anos, apesar das 32 internacionalizações.
Ressuscitado na seleção por Zidane depois de uma época para esquecer, tem de continuar a crescer na segunda-feira, frente à Bélgica.

