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Modric e os seus companheiros de equipa foram esmagados por 7-0 em casa pela Inglaterra de Thomas Tuchel no sábado. Depois do jogo, o médio do AC Milan disse ter ficado "envergonhado" com a exibição da equipa.
Croácia recebe a Espanha em Split, no Grupo A3, em busca de redenção. Já La Roja espera garantir a qualificação para os quartos de final.
"Perder não é o problema, mas a forma como perdemos é", disse aos jornalistas na segunda-feira o antigo astro do Real Madrid, Modric, de 41 anos: "Espero que os adeptos nos apoiem, como sempre, e que, depois do jogo, possam avaliar a forma como jogámos. É disso que precisamos. Esperamos uma reação positiva, porque o que aconteceu magoa-nos mais do que a qualquer outra pessoa."
O ambiente deverá ser diferente. Frente à Inglaterra, a Croácia cumpria um jogo de castigo por racismo dos adeptos e disputou a partida perante 6 000 crianças locais com 14 anos ou menos, isentas da interdição, além de um pequeno grupo de adeptos ingleses.

Defrontar a Espanha, que conquistou o Mundial pela segunda vez em julho e está invicta há 41 jogos, será um desafio difícil para a Croácia de Slaven Bilic.
"A Espanha é a melhor equipa do mundo. É a campeã", afirmou Modric: "Não sei como a Espanha vai interpretar a nossa derrota... (mas) o que aconteceu não é normal na nossa equipa, todos o sabemos... Contra a melhor equipa do mundo, temos de corrigir tudo, ser agressivos e não lhes dar demasiado espaço para encontrarem soluções."
A Espanha derrotou a Croácia por 4-1 em Sevilha no início da pausa internacional e chega ao jogo com três vitórias em três partidas.
Modric disse ainda não ter decidido durante quanto tempo continuará a representar o seu país.
"Vamos encarando um jogo de cada vez. Veremos se deixo a seleção dentro de um ano ou de um mês", explicou Modric, que somou a sua 205.ª internacionalização frente à Inglaterra: "O mais importante para mim é estar num lugar que me faça feliz. Estou disposto a ajudar a qualquer momento, dentro e fora do campo."
Bilic, que orienta a Croácia pela segunda vez na carreira, afirmou que defrontar os novos campeões mundiais oferecia uma oportunidade rápida de redenção.
"Foi (a goleada frente à Inglaterra) incrivelmente difícil. Nunca a esqueceremos, mas, quando há um incêndio, temos de reagir", disse Bilic: "Por um lado, temos um adversário muito difícil, mas esta é a melhor oportunidade para nós."
