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O que esperar do jogo: "Quero que possamos ganhar para estarmos qualificados para os quartos de final. Depois, se conseguirmos fazer o que fizemos no jogo em Copenhaga, com a Dinamarca, um excelente jogo, com muita qualidade, era o que eu queria mais. No futebol, nem sempre conseguimos o que queremos. Gostava que Portugal ganhasse, que pudesse ficar logo o carimbo da qualificação, isso era o que eu mais desejava".
Reconciliação com Ronaldo: "O foco tem de ser a seleção, por tudo. Neste caso, a Noruega, aquilo que temos de fazer bem, com o nosso povo em sintonia com a bandeira e com o objetivo da seleção. Não posso ignorar o Cris. Ele é um símbolo da seleção e de Portugal, isso é bem claro. Depois do jogo há muito tempo para se falar sobre isso".
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção portuguesa, na véspera do jogo com a Dinamarca, para a Liga das Nações. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.
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Impacto do caso na seleção e reconciliação: "Vou focar-me na equipa, no adversário. A Noruega, na minha opinião, é uma equipa do top 5 da Europa, com grandes jogadores. Temos de estar focados. Sei qual é o problema neste momento, mas temos todos tempo para analisar o que pode acontecer. Falando dos jovens jogadores portugueses, temos mais dois jogos e tudo pode ser diferente, mas para isso temos de carimbar a qualificação amanhã".

O que esperar das bancadas: "O carinho que gostava de ter não passa do símbolo da seleção. É para a equipa, para os jogadores, não é para mim. Faço parte de uma equipa, sou o comandante de uma equipa, o elo de uma equipa. Antes de ser selecionador, era um adepto doido e ferrenho pela seleção. Olhava para a minha bandeira e para o meu país, é isso que eu quero".
Estatuto de Jorge Jesus e Ronaldo embaixador no Mundial-2030: "Percebo as perguntas, faz parte, mas estamos a ir para 2030? Faltam quatro anos. O futebol é dia-a-dia, nem é mês a mês. O jogo é o mais importante, vai ser um jogo muito intenso e bem jogado. É para aí que quero ir. Não importa desviar o assunto. O problema neste momento chama-se Noruega".
João Félix e Francisco Conceição: "Temos feito, no máximo, quatro alterações, mas não quer dizer que não faça cinco. Depende tudo das indicações que os jogadores me derem. Vamos para o quarto jogo, as pernas começam a pesar, os jogadores começam a ficar no risco da lesão. Fisicamente, os jogadores não vão estar tão disponíveis. Vamos mudar alguns jogadores mais carregados. O João Félix recuperou, acho. Ainda temos de fazer um treino".

Dificuldades na pressão contra a Noruega: "Temos vantagens numas coisas e desvantagens em outros momentos de jogo. Na questão física, perdemos. Têm cinco jogadores entre 1,88m e 1,90. Nós não somos tão grandes, mas tecnicamente somos melhores, somos mais rápidos e isso equilibra. Os nossos médios são todos jogadores de 1,70m, mas com a bola nos pés é difícil pará-los. Dentro das características dos nossos jogadores, temos de entrar no jogo. O treinador da Noruega está mais identificado com a seleção portuguesa, também não sabia porque era um treinador novo. Agora já viu o filme do primeiro jogo e é capaz de ser mais difícil".
Pedro Neto: "Deu indicações nesses três jogos. Perdemos o Conceição e isso também deu alguma vantagem em termos de duração de jogo, mas amanhã é o quarto jogo e as campainhas já estão a tocar nele. Vamos ver o treino de hoje".
Evolução da Noruega: "A Noruega é uma equipa com muita qualidade, há uns cinco anos. Há uns anos apareciam em Portugal a jogar uns jogadores altos, grandes, loiros, mas sem qualidade técnica. Agora são altos, grandes e evoluiram tecnicamente. Respeitamos os jogadores deles, mas não vamos mudar as nossas ideias. Vamos jogar para ganhar, jogando no risco".

Dificuldades do Brasil frente à Noruega: "O que o Brasil não fez ou deveria fazer? O Ancelotti agora de certeza que tem uma opinião diferente. O que identificámos foi fechar alguns momentos de jogo da seleção da Noruega, que não vou dizer quais são. Queriamos fechar três a quatro momentos de jogo com bola em que eles são fortes. Conseguimos fazê-lo e é por isso que vencemos".
Como parar Haaland: "Parar o jogo da equipa da Noruega para que o jogo não chegue fácil ao Haaland e depois, quando chegar, o central que estiver no um contra um tem de ser tão forte como ele".

Caso entre Bernardo Silva e Odegaard: "Não sei o que vocês viram e nós não vimos entre o Bernardo Silva e o jogador da Noruega. Não me apercebi de nada. O Odegaard jogou com o País de Gales, é porque não houve problema nenhum".
Dificuldade para manter foco do grupo: "O mais difícil na carreira de um treinador é resolver e tentar que, quando ganha, arranje formas de que a vitória esteja sempre próxima, jogo após jogo. Por muito que diga que a vitória na Dinamarca me encheu de orgulho como treinador, por aquilo que os meus jogadores fizeram, posso dizer que quando acabou o jogo estava super feliz, mas podia estar mais feliz".
