Reijnders, que se juntou ao emblema da Liga Saudita numa surpreendente transferência de 61 milhões de euros, queria atuar como médio box to box, a transitar entre o ataque e a defesa, mas acabou por jogar cada vez mais como médio ofensivo.
"Na pré-época, percebi que as coisas estavam a encaminhar-se novamente nesse sentido no City e comecei a pensar se queria mais uma época assim", disse aos jornalistas enquanto a seleção neerlandesa se preparava para o jogo da Liga das Nações de quinta-feira frente à Alemanha.
“A resposta sincera foi não. Quis procurar outras opções e depois soube por parte do clube que podia fazê-lo. Acho que muita gente tem a ideia de que a carreira de um futebolista de topo termina quando se faz uma escolha destas. Inicialmente, também senti isso", afirmou sobre a mudança para a Arábia Saudita.
As conversas com o treinador do Al Qadsiah, Brendan Rodgers, convenceram-no do contrário.
"Disse-me que podia ter aqui três ou quatro anos muito bons e depois regressar à Europa. Já há exemplos suficientes disso. Esse é também o meu objetivo", afirmou Reijnders, de 28 anos.
"Com todos os grandes nomes, até considero a liga saudita superior à Eredivisie (liga neerlandesa). Se as pessoas querem julgar o futebol lá, deviam primeiro assistir".

Segundo notícias, Reijnders assinou um contrato avaliado em cerca de 100 milhões de euros por quatro anos na Arábia Saudita.
"Pode-se sempre adotar uma postura moralista, mas penso que qualquer pessoa aceitaria", afirmou.
"Não quero ter de trabalhar mais depois da minha carreira. Também não precisava depois do City, mas agora posso garantir o futuro das próximas gerações da minha família. Se esta escolha permitir que os meus netos também vivam confortavelmente, porque não haveria de o fazer?", questionou.
