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Xavi: "Pode dizer-se que sou um filho do futebol dos Países Baixos"

Xavi Hernández, novo selecionador dos Países Baixos
Xavi Hernández, novo selecionador dos Países BaixosFoto por FRAN SANTIAGO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Xavi Hernández foi anunciado oficialmente como novo selecionador dos Países Baixos esta quarta-feira, tornando-se assim no sucessor de Ronald Koeman mais uma vez, tal como já tinha acontecido no Barcelona.

O técnico catalão fez as suas primeiras declarações após a confirmação da notícia e mostrou-se entusiasmado com esta nova etapa que vai iniciar depois de mais de dois anos sem treinar. "Considero uma enorme honra tornar-me selecionador nacional dos Países Baixos", afirmou Xavi no site da KNVB.

"Como alguém formado na cantera do Barcelona, com uma forte influência de Johan Cruyff e Rinus Michels, entre outros, sinto uma ligação especial ao futebol neerlandês. Pode dizer-se que sou, de certa forma, um filho do futebol dos Países Baixos. Outros grandes treinadores, especialmente Louis van Gaal, sob cujas ordens me estreei no Barcelona, e Frank Rijkaard, também foram fundamentais na minha formação como jogador e treinador", referiu.

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"Os Países Baixos têm uma cultura futebolística rica e uma visão clara que realmente me atrai: futebol ofensivo, baseado na posse, com criatividade, paixão e convicção”, afirmou técnico espanhol, que sempre foi um admirador e seguidor declarado de Johan Cruyff ao longo da sua carreira.

“Naturalmente, o objetivo mais importante é e será sempre vencer, mas prefiro fazê-lo de uma forma que reflita essas características e que as pessoas possam apreciar. O potencial para isso existe, assim como uma base sólida sobre a qual construir. Estou com muita vontade de enfrentar este desafio juntamente com os jogadores, a equipa técnica e todos na KNVB", indicou.

Xavi, "a escolha certa para os próximos anos"

Nigel de Jong, antigo internacional e atual diretor da federação, demonstrou o seu apreço por Xavi e explicou o processo de contratação daquele que foi internacional espanhol.

"Cada novo ciclo obriga-nos a repensar para onde queremos ir, o que precisamos para o alcançar e qual dos selecionadores disponíveis se enquadra melhor. Só como jogador, o Xavi viveu e conquistou tudo: um título mundial, vários títulos de liga e Liga dos Campeões", explicou De Jong.

“Como treinador, formou-se durante anos a trabalhar ao lado de técnicos de topo que promovem uma filosofia futebolística muito alinhada com a forma como queremos que jogue a seleção neerlandesa: assumir a iniciativa, praticar um futebol dominante e atrativo, aliado à flexibilidade que o futebol de elite atual exige. O Xavi acredita nesses princípios fundamentais e fez dessa visão a sua própria", afirmou.

"Tudo isso, aliado à sua personalidade e à forma como sabe ligar-se aos jogadores e tirar o melhor de um grupo, faz dele a escolha certa para os próximos anos", concluiu.

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