Recorde aqui as incidências do encontro
Nuno Mendes, João Neves e Vitinha foram escolhas iniciais de Luis Enrique nesta nova versão dos bicampeões europeus, já sem Gonçalo Ramos, mas com o reforço Maghnes Akliouche no onze. Por seu lado, Unai Emery perdeu várias figuras do plantel vencedor da última edição da Liga Europa e, como se isso não bastasse, ainda atravessa uma crise de lesões. Daí que tenha optado por lançar os jovens George Hemmings e Brian Madjo como titulares.

A lâmpada da Geórgia
A partida começou muito lenta, quase em ritmo de pré-época, tendo em conta que se tratava do primeiro jogo oficial das duas formações. Os primeiros lances de relativo perigo surgiram de meia distância, até que, à passagem dos 20 minutos, o génio começou a soltar-se.
Kvaratskhelia desequilibrou sobre a esquerda e serviu um remate surpreendente de Doué que Marco Bizot defendeu como pôde. Na insistência, a bola voltou para o georgiano que fletiu para o meio e disparou para abrir o ativo. Apesar de falhar o Mundial, Kvaradona mostrou porque merece estar na disputa pela Bola de Ouro.
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Aponte o nome para referência futura: Brian Madjo
Cinco minutos depois, Nuno Mendes poderia ter somado a primeira assistência da época, mas ninguém correspondeu ao cruzamento do português no coração da área. O PSG confiou em demasia na superioridade teórica e baixou o ritmo, permitindo o crescimento do Aston Villa com o capitão John McGinn e o jovem Brian Madjo em destaque numa sucessão de ocasiões: cabeceou ao lado na primeira, atirou perto do poste na segunda e ainda teve um falhanço clamoroso na terceira, também de cabeça.
Perto do intervalo, era claro o desconforto dos parisienses e os alarmes na defesa que puseram à prova Marquinhos, Pacho e Safonov. Madjo era um quebra-cabeças e atropelou Pacho antes de atirar ao poste. Finalmente, em tempo de descontos, o jovem avançado de 17 anos, que já soma três internacionalizações pelo Luxemburgo, conseguiu empatar a partida.
Depois de mais um cruzamento perfeito de McGinn, Madjo ganhou no corpo a corpo com Pacho e, de primeira, fuzilou para o teto da baliza.

Impacto imediato
Para a segunda parte, Luis Enrique não perdeu tempo, lançou o Bola de Ouro Dembélé no lugar do desaparecido Akliouche e a diferença começou a notar-se. No entanto, houve ainda tempo para nova combinação Madjo-McGinn, desta vez com o avançado a servir o capitão que rematou para defesa segura de Safonov. Mas o PSG estava melhor, controlava os ritmos e as constantes mudanças de posição dos homens da frente davam água pela barba aos defesas ingleses.
Num desses lances, Dembélé desceu para receber e lançou Désiré Doué nas costas da defesa, que fez uma diagonal para a zona que era ocupada pelo colega de equipa. Isolado e com pouco ângulo, Doué finalizou com classe junto à malha lateral e voltou a colocar o PSG na frente. O golo até foi inicialmente invalidado por fora de jogo, mas o vídeo-árbitro confirmou o lance. Pouco depois, Nuno Mendes tentou a sua sorte de meia distância, Bizot defendeu para a frente e Kvaratskhelia escorregou no momento de rematar.
Obrigado a responder, Unai Emery foi ao banco buscar soluções, retirando de campo os melhores da equipa John McGinn e Brian Madjo. Logo após as alterações, os londrinos ficaram muito perto de marcar, mas Zaire-Emery apareceu na altura certa para travar o remate de João Gomes. Talvez motivado pela concorrência de Madjo, Tammy Abraham trabalhou bem para servir Alysson e não chegou a tempo para finalizar o cruzamento.
Até ao apito final, o PSG ainda desperdiçou alguns contra-ataques promissores para dilatar a vantagem e colocar as duas mãos no troféu. O último lance de perigo pertenceu ao Aston Villa, num cabeceamento de Emiliano Buendía, que saiu ao lado do poste. Esta foi a quarta vez que Unai Emery falhou a conquista do troféu em outras tantas participações, depois de sofrer duas derrotas ao comando do Servilha e uma no Villarreal.

Melhor em campo Flashscore: Désiré Doué (PSG).

