Natural do Porto, Cláudia Lima deu os primeiros toques no Folgosa da Maia, uma etapa que durou apenas um par de épocas até ao andebol começar a ganhar espaço e, aos 11 anos, trocou os relvados pelo pavilhão “numa tentativa falhada” de escapar aos desígnios do futebol.
A paixão falou mais alto e duas temporadas depois voltou aos desporto-rei. Foi ao serviço do Leixões que sentiu o “clique” e começou a projetar uma carreira profissional, numa altura em que alcançou a subida ao principal escalão - já a prever o desafio que mais tarde teria em mãos.
Antes de se mudar para o clube do coração, passou ainda pelo Boavista e pelo Valadares Gaia, tendo disputado a final da Taça de Portugal ao serviço do conjunto gaiense, que mais tarde também capitaneou. No verão de 2024, tornou-se a primeira futebolista a assinar pelo FC Porto e envergou a braçadeira azul e branca com o estatuto de jogadora mais experiente do plantel - com sete internacionalizações pela seleção portuguesa.
O percurso na Invicta não passou despercebido e, apesar de ter estado lesionada no arranque da época de estreia, a número 27 revelou-se uma peça fundamental na conquista do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão.
Na reta final de uma temporada em que o FC Porto venceu o título nacional da Segunda Divisão, garantiu a subida à Liga e chegou às finais da Taça de Portugal e da Taça AF Porto, Cláudia Lima pendura as botas com a sensação de dever cumprido e põe fim a uma carreira de 21 anos.
“Gostava muito de estar dentro de campo, mas infelizmente não é possível e fico muito feliz por terminar a minha carreira no clube que amo e numa época em que levámos o FC Porto à Liga BPI”, afirmou em pleno relvado do Dragão no epílogo de “uma das épocas mais felizes da carreira”.
Movida pela paixão que sente pelo desporto-rei e pelo FC Porto, a primeira capitã portista está a frequentar o Curso de Treinador - Nível II e vai juntar-se à equipa técnica do plantel feminino.
