Ir para o conteúdo principal

Feminino: Treinadores esperam Liga com maior qualidade e competitividade

Benfica venceu a Supertaça feminina frente ao FC Porto
Benfica venceu a Supertaça feminina frente ao FC PortoPAULO NOVAIS/LUSA

A edição 2026/27 da Liga feminina de futebol vai proporcionar mais qualidade e competitividade, aliada ao surgimento de novos e bons projetos, apontaram esta segunda-feira os treinadores de equipas que disputam a prova.

Num media day promovido pela Federação Portuguesa de Futebol na Cidade do Futebol, em Oeiras, os treinadores de Valadares Gaia, SC Braga, Racing Power, Rio Ave e Marítimo falaram à Lusa sobre expectativas e objetivos na prova.

Neide Simões faz a estreia como treinadora principal no Valadares Gaia, quarto classificado na derradeira edição, mas cujo objetivo esta época passará somente pela manutenção, devido às elevadas mudanças efetuadas no grupo de trabalho.

“O Valadares Gaia é o clube mais antigo na Liga e todos os anos tenta criar coisas diferentes. Somos um clube que tenta criar o melhor projeto, mesmo faltando um certo poder financeiro, até a nível da formação. Acho que isso é muito importante para os clubes terem consistência”, expressou a única treinadora mulher na Liga.

Por outro lado, o alemão Marwin Bolz segue no SC Braga para a segunda época no comando técnico, tendo, na sequência de um período de reflexão, um plantel renovado e pronto para regressar à luta por títulos, após a quinta posição.

“A nossa ambição é lutar por todos os títulos até ao fim. A proximidade às equipas da frente é necessária. Um campeonato com 10 equipas é difícil, porque todos os jogos são decisivos. Temos sempre de ter em mente que precisamos de ganhar. O crescimento da Liga é visível e espero que aumente ainda mais no futuro”, vincou.

O campeão Benfica, Sporting e Torreense concluíram o pódio da última edição e o Valadares Gaia e o SC Braga fecharam a metade de cima da tabela, com Vitória SC em sexto e Racing Power a fugir ao play-off, no sétimo posto.

“As expectativas são de um excelente campeonato, no qual espero ganhar muitos jogos e ficar na primeira metade, o que seria extraordinário. Ainda não temos base suficiente para continuar a crescer de igual forma. O Racing Power não tem lutado pelos primeiros lugares nestes últimos tempos e deve-se também ao crescimento de algumas equipas de forma mais estruturada”, frisou o treinador Albano Oliveira.

Abaixo do Racing Power, Rio Ave e Marítimo garantiram a manutenção através do play-off, após a oitava e nona posições, apostando em novos treinadores para dar uma temporada mais tranquila, sem ter de prolongar a época para decidir o futuro.

“O futebol feminino tem condições melhores para se trabalhar. É um dos motivos pelos quais estou no futebol feminino, vejo uma ampla margem de crescimento e profissionalismo. Este deve ser o caminho a manter. Há muitas equipas altamente competitivas e bem preparadas”, sublinhou o treinador do Rio Ave, Tiago Ramos.

Já o treinador do Marítimo, Carlos Graça, vive a primeira experiência numa equipa feminina e indicou que as suas futebolistas “são mais focadas e interessadas” do que os jogadores masculinos que orientou antes, sendo “um excelente desafio”.

“Ainda não conseguimos aferir como estamos, pois na Madeira não há equipas femininas do mesmo nível. Treinamos com equipas masculinas de escalões mais baixos para tentar minimizar. O nível competitivo desta Liga aumentou”, apontou.

A única mudança de clubes no principal escalão é a estreia do FC Porto, que foi campeão da II Liga e ocupou a posição do despromovido Damaiense, clube que terminou mesmo com essa secção após a missão falhada de permanecer na elite.

Na primeira ronda, no último fim de semana, SC Braga goleou o Marítimo por 5-0, o hexacampeão Benfica e o Torreense venceram, por 3-0, Racing Power e Rio Ave, respetivamente, enquanto o FC Porto se estreou com um triunfo por 3-1 na visita ao Valadares Gaia e o Sporting derrotou o Vitória SC por 2-0.