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"Era um miúdo alto e magro. Não dava qualquer problema. Tínhamos algumas dúvidas sobre as hipóteses que teria de progredir como futebolista, mas ele encarregou-se de nos mostrar que era isso que ia ser", recordou Manuel Fernández, presidente do AD Nervión, em declarações ao jornal AS, recordando o arranque da carreira de Samu, que em 2021/2022 trocou o emblema da Andaluzia pelo Granada.
A esposa de Manuel Fernández, María Sánchez, também teve impacto na carreira de Samu.
"Também foi por ela que eu quis ajudá-lo. Não foi fácil explicar-lhe que os golos são o que mais vale no futebol, disse-lhe para não ter medo. Era muito educado, fabuloso. Motivava-o dizendo que lhe pagava cinco euros por cada golo que marcasse. E não parou de marcar", contou María Sánchez.
"Dava-lhe dinheiro para que, no final dos treinos e dos jogos, pudesse apanhar o autocarro. Nunca gostou de ser o centro das atenções nem que lhe dessem coisas, apesar da realidade em que estava inserido", acrescentou.


