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- Na época passada, conquistaram o triplete nacional, com as únicas derrotas a surgirem na Liga dos Campeões. De que forma é que essa frustração alimenta a motivação do grupo no arranque desta nova campanha europeia?
Penso que toda a gente sabe o quão especial é a Liga dos Campeões para nós aqui em Lyon, desde que cheguei. Em cada época que começamos, conhecemos os nossos objetivos, e este ano não é exceção. Estou ansiosa por este primeiro jogo da Liga dos Campeões e, claro, queremos fazer um bom percurso, tal como no ano passado. Mas falta-nos sempre aquele último jogo, aquele em que não conseguimos trazer o troféu para casa.
- No ano passado, o grupo falava muito da obsessão em vencer a Liga dos Campeões. Acha que essa pressão pode ter pesado no resultado da final?
Não, de todo. Acho que temos jogadoras suficientemente experientes na equipa para lidar com isso. Claro que é algo que queremos sempre ganhar, penso que a Liga dos Campeões é das coisas mais importantes em Lyon, sempre foi assim. Por isso, obviamente, todas querem trazê-la para casa. Mas daí a sermos obcecadas e perdermos o controlo, não creio que tenhamos tido esse problema, sobretudo porque temos jogadoras e uma equipa técnica experientes.
"Espero que consigamos manter este nível durante toda a época"
- Entram na segunda época sob o comando de Jonatan Giráldez. O que muda esta continuidade na compreensão coletiva doa sua ideia de jogo?
Claro que ajuda muito. Toda a gente conhece o treinador que ele é e o estilo de jogo que quer implementar. Estou também satisfeita por esta segunda época com ele, penso que conseguimos perceber ainda melhor o que ele pretende, melhor até do que na época passada. Isso dá muito à equipa, muita confiança.
- A equipa tem marcado muitos golos desde o início da época. Como explica este sucesso e acha que podem ambicionar ainda mais?
Penso que é algo muito positivo começar o campeonato a marcar tantos golos, com várias jogadoras diferentes a marcar. Acho sempre muito positivo podermos combinar diferentes jogadoras, estamos mesmo contentes com isso. O trabalho compensa, trabalhámos muito o setor ofensivo também. Por isso, espero que consigamos manter este nível durante toda a época, penso que é muito positivo para todas termos esta confiança.
- Esta preparação também levou a equipa a experimentar uma defesa a três, num 3-4-2-1 muito ofensivo. O que implica esta mudança de sistema para si, no meio-campo?
Sim, experimentámos coisas diferentes. Acho que isso também faz parte da pré-época, temos tempo para trabalhar realmente diferentes aspetos. Mas, na verdade, nada muda muito. O nosso estilo de jogo mantém-se: queremos ter a bola, queremos ser uma equipa ofensiva, queremos marcar muitos golos. E o meu papel também se mantém: não vou ser quem marca mais golos, mas o meu papel é dar equilíbrio à equipa, fazer o meu trabalho defensivo o melhor possível para que as jogadoras ofensivas possam também render ao máximo. Por isso, para mim, não muda grande coisa.
- Nos três primeiros jogos, a equipa marcou 22 golos mas sofreu em todos eles. É um aspeto em que estão a trabalhar especialmente, para voltar a conseguir um jogo sem sofrer golos?
Na defesa, sim, claro, queremos manter a baliza inviolada em cada jogo. Não tivemos muita sorte nestes três jogos, penso que foram golos algo infelizes, situações um pouco azaradas, mas isso pode acontecer no futebol. Por isso, temos de fazer tudo para evitar essas situações. Sabemos que podemos fazer melhor, mas não é só culpa do setor defensivo. Marcamos juntas, sofremos juntas. Portanto, sim, estamos a trabalhar nisso, sem dúvida, e vamos estar melhores nos próximos jogos.
"Não brincámos muito sobre o bis da Salma Paralluelo na final"
Depois das mudanças no verão, em que medida considera este grupo mais forte do que o da época passada?
É uma questão diferente em cada ano. Acho que cada época é diferente. Claro que temos mais jogadoras novas a chegar, mas no ano passado também tivemos muitas. Por isso, penso que é apenas acrescentar algumas jogadoras, outras já não estão cá. Mas para mim, é igual. No fim, mantemos a mesma filosofia, mantemos o mesmo estilo de jogo que queremos, um futebol muito ofensivo. Cada uma das novas jogadoras pode trazer algo diferente e adaptam-se mesmo rápido e facilmente. Por isso, também é bom para nós podermos contar com elas desde logo.
- Enquanto elemento experiente do meio-campo, que papel desempenha junto das jogadoras mais jovens como Julie Swierot ou Maïssa Fathallah, que estão a descobrir esta competição?
Sim, há muita gente aqui que também quero ajudar, porque é um jogo diferente. A Liga dos Campeões é diferente, na forma como se joga, também nos treinos. Quero ajudar as mais jovens e transmitir-lhes a experiência que tenho agora. É uma experiência muito boa, mesmo. É uma ferramenta para alcançar grandes feitos com o Lyon.
- A Salma Paralluelo marcou dois golos contra vocês na final da Liga dos Campeões no ano passado. Como foi a sua integração no grupo, houve algumas piadas sobre isso?
Não creio que tenhamos realmente brincado com isso. Foi um dia bastante doloroso para nós. Por isso, não, ela integrou-se muito facilmente na equipa. Claro que posso falar espanhol com ela, o que também ajuda. Temos amigas em comum. Por isso, sim, acho que é uma grande jogadora, uma pessoa fantástica. Penso que vai ser muito importante para este jogo. Estamos mesmo contentes por tê-la aqui, sem dúvida.
"Desde que cheguei a Lyon, mostraram-me o que é a Liga dos Campeões para este clube"
- O Servette regressa ao palco europeu após algumas épocas de ausência. O que espera desta equipa suíça esta noite?
Penso que vai ser um jogo interessante. Conheço o treinador, conheço a energia que ele traz. Por isso, sim, vai ser interessante. Espero um bom jogo para todas e espero que consigamos a vitória, claro.
- Como em todas as épocas, o Lyon é apontado como favorito nesta competição. Como gerem essa pressão e essas expectativas perante adversários que não vos vão subestimar?
Não diria que é uma pressão. Acho que vivemos com isso todos os dias aqui. Queremos, antes de mais, dar o nosso melhor por nós próprias, tentar render ao máximo por nós, pela equipa. É assim que trabalhamos todos os dias. Desde que cheguei a Lyon, logo no primeiro dia, mostraram-me o que é a Liga dos Campeões para este clube. E pude ver isso desde o primeiro dia aqui. Por isso, é sempre uma semana especial quando jogamos a Liga dos Campeões. Temos de fazer o nosso trabalho. Temos de ganhar o jogo. E a forma como o ganhamos também conta. Assim, vamos passo a passo e veremos. Mas espero que tenhamos uma boa época na Liga dos Campeões também, em relação aos nossos objetivos para esta temporada.
- Por fim, uma palavra sobre a importância de começar bem esta fase de liga?
Sim, sem dúvida, é muito importante. Estamos mesmo entusiasmadas por este dia, este primeiro jogo. Acho que é sempre importante tentar também mostrar a todos o que queremos, a nossa vontade, e penso que estamos preparadas para isso. Estamos preparadas. Já mostrámos que conseguimos marcar muitos golos nos poucos jogos que já disputámos, mas queremos manter isso. Isto é apenas o início da época. E penso que é um bom arranque para uma Liga dos Campeões. E espero que consigamos fazê-lo durante toda a época.
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