Inzaghi, o rei da taças está a um passo da final mais importante da sua carreira

Simone Inzaghi quer chegar à final da Liga dos Campeões
Simone Inzaghi quer chegar à final da Liga dos CampeõesAFP

O treinador de Emilia enfrenta aquele que pode ser o jogo mais importante da sua carreira, tanto passada como futura. Um jogo histórico que conduz a outro que o seria ainda mais: Helenio Herrera e José Mourinho venceram, entrando na lenda "nerazzurri". Agora é a vez de Inzaghi.

O grande mérito de Simone Inzaghi foi ter convencido a sua equipa a jogar os últimos cinco jogos da Liga dos Campeões como se não tivesse nada a perder. Até porque era verdade. Só uma façanha na Europa teria, de facto, permitido a ele e aos seus jogadores salvar o que, de outra forma, teria sido arquivado como uma época desastrosa.

Pois bem, o Inter está a 90 minutos dessa façanha. Na verdade, só falta arquivar esta noite, de preferência sem sobressaltos, após a vitóira por 2-0 na primeira mão da meia-final da Liga dos Campeões. E sim, porque uma vez na final ninguém pode realmente exigir que os nerazzurri vençam o vencedor do duelo de quarta-feira à noite em Manchester, entre o City e o Real Madrid.

E é também por esta razão que, caso o Inter consiga eliminar o Milan, terá a oportunidade de se apresentar em Istambul com a mesma "vantagem" que teve até agora na Europa: a de quem acredita, precisamente, que não tem nada a perder.

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A longa sombra de Suning

Na véspera do clássico europeu, Inzaghi animou o ambiente na sala de imprensa do Appiano Gentile: "É um dos jogos mais importantes da história do clube". E a verdade é que ele tem razão.

A sombra de Suning sobre Inzaghi
A sombra de Suning sobre InzaghiAFP

E sim, porque por mais que seja verdade que o Inter já tenha conquistado a taça com as orelhas grandes três vezes (perdendo também duas finais), é igualmente verdade que, quando enfrentou o Milan na Europa, os nerazzurri foram sempre obrigados a ceder.

E é por isso que o técnico emiliano pode deixar um legado de muito maior satisfação do que os três títulos conquistados até agora no banco nerazzurri, que, não por acaso, não lhe valeram a simpatia de todos os adeptos do Inter. Pelo contrário, o campeonato perdido no ano passado continua a pesar mais.

Rei das Taças

Cuidado, porém, para não subestimar o que Inzaghi foi capaz de fazer nas taças, tanto europeias como italianas. A Taça de Itália conquistada na época passada - está na final este ano - e as duas Supertaças de Itália evidenciaram, de facto, ao contrário do que acontece no campeonato, as qualidades do treinador de Emília quando se trata de se preparar para um desafio - ou duplo desafio - interno ou externo.

O triunfo no dérbi da Supertaça
O triunfo no dérbi da SupertaçaAFP

Mesmo quando caiu, a equipa do Inter fê-lo sempre com honra, cedendo apenas perante adversários claramente mais fortes: no ano passado, o Real e o Liverpool, este ano, o Bayern. No entanto, o caso foi diferente, com o extravagante Barcelona, campeão de Espanha, eliminado pelos nerazzurri.

Em Itália, o caminho foi livre. Inzaghi conquistou os três troféus ao vencer o Milan, a Juventus e a Roma e, depois do clássico da Liga dos Campeões, vai tentar repetir o triunfo na Taça de Itália contra a Fiorentina.

Helenio e Mou

Nesta altura, o Rei das Taças está a um passo - muito pequeno, dado o resultado da primeira mão - da final mais importante. E sim, porque se é verdade que, entre a Lazio e o Inter, o paicentino fez fama como especialista em torneios a eliminar, a Liga dos Campeões é uma história diferente, comparada com a Taça de Itália e a Supertaça.

Tudo ou nada
Tudo ou nadaAFP

E é precisamente com esta consciência que ele quis sublinhar a grandeza do jogo desta terça-feira na sua conferência de imprensa. E se é verdade que para o Inter é "um dos mais importantes", é, sem dúvida, igualmente verdade que Inzaghi pode estar perante o jogo mais importante da sua carreira, tanto passada como futura.

Um jogo histórico que leva a outro que o seria ainda mais: Helenio Herrera e José Mourinho triunfaram, entrando na lenda nerazzurri. Inzaghi está ciente disso, assim como está bem ciente de que, no que lhe diz respeito, será "tudo ou nada". Tertium non datur.

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