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Lamine Yamal não escondeu qual é o grande desafio que espera o Barcelona esta época. "A Liga dos Campeões é o grande objetivo, não há maior motivação. Estamos todos motivados. Temos isso em mente".
Sobre a sua candidatura à Bola de Ouro, mostrou-se tranquilo. "Acho que isso não depende de mim, mas sim dos jornalistas. O trabalho que realizei no clube e na seleção foi incrível. Se acontecer, ficarei grato a todos. Mesmo assim, penso que tenho as minhas hipóteses".
"Não, não acho que precise de fazer campanha para ganhar a Bola de Ouro. Não tenho nada a provar-vos. Fiz um trabalho muito bom este ano e não tenho de vos suplicar para votarem em mim".
A pressão
Sobre a necessidade ou não das estrelas pressionarem, foi claro. "No PSG e no Bayern, todos pressionam e ganham títulos. Se não corres, qualquer equipa pode vencer-te. Se queremos ganhar, temos de correr. Se não corres, perdes".
O campeão do mundo e da Europa com a Espanha falou sobre os seus objetivos no clube. "Coletivamente, continuar a conquistar títulos, sobretudo a Liga dos Campeões. A nível pessoal, evoluir todos os dias. Sou muito jovem, mas ouvindo, poderei melhorar, esse é o meu objetivo".
Referiu ainda três referências no plantel. "Tenho muitos exemplos aqui: Raphinha, Pedri e Eric. Quando cheguei, receberam-me de forma espetacular e são referências para mim".

Caras fechadas
Questionado sobre uma cara fechada em jogos recentes, explicou. "Que dia? (aquele contra o Elche). No outro dia, foi por causa do calor, estava cansado. A única história verdadeira é que estavam 40 graus."
Lamine Yamal falou também sobre a sua ligação com o Fermín e o Dani Olmo. "São dois jogadores de enorme qualidade. O Fermín prefere lançar-me em profundidade e correr. O Olmo gosta mais de segurar a bola. Com ambos, entendo-me muito bem dentro e fora do campo e sinto-me muito confortável com eles".
Questionado sobre os dois anos sem títulos do Real Madrid e a polémica em torno da arbitragem, respondeu assim. "Se não ganharam nada há dois anos, é problema deles. Nós estamos satisfeitos com a arbitragem. Não sei, eu vejo-os contentes".
Felicidade
Também reagiu aos rumores de que estaria triste. "Estou muito feliz, não sei porque se fala tanto disso. Tenho 19 anos, acabei de ganhar um Mundial e tive as melhores férias da minha vida. Nunca estive tão feliz como agora".
Além disso, garante não ter receio das rotações. "Não me incomoda ser suplente. Há muitos jogadores de grande qualidade. Estou preparado se um dia isso acontecer".
Sobre a escolha de Ousmane Dembélé para a Bola de Ouro, relativiza. "É amigo do Kylian, não é? (risos) Sinceramente, não me incomoda. É normal, dou-me muito bem com o Dembélé e é natural que tenha de escolher outras pessoas. Não preciso de lhe mostrar o ano que fiz".
Falou ainda sobre a forma como gere a notoriedade. "É fácil de gerir. Estou num balneário com jogadores enormes que já fizeram muito mais do que eu. Tento concentrar-me no jogo e na vitória, depois passo tempo com a minha família em casa, que me mantém com os pés assentes na terra".
