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Os tricampeões europeus foram claramente inferiores aos estreantes italianos no Estádio Giuseppe Sinigaglia, e prolongaram para sete o número de jogos sem vencer em todas as competições. A posição de Carrick tem sido questionada durante a quebra de forma do United, que inclui o pior início de época no campeonato em 40 anos.
Ainda assim, numa conferência de imprensa, afirmou não temer pelo cargo.
"Não pensei sequer na minha posição", afirmou Carrick.
O treinador insistiu que o pedido de desculpas aos adeptos que se deslocaram ao jogo, no final da partida, não teve qualquer significado adicional devido à pressão crescente sobre o seu cargo.
"Vou sempre ter com os adeptos, independentemente de tudo. Não houve uma razão particularmente diferente para eu ter ido ter com eles. Trata-se do apreço e do reconhecimento por tudo aquilo por que passaram e pelo que têm feito ao longo das últimas semanas. Mas, sobretudo, esta noite", indicou.
O United sofreu um golo logo no segundo minuto, marcado por Nico Paz, tornando-se na primeira equipa inglesa a sofrer golos nos dois primeiros minutos de dois jogos europeus consecutivos de grande dimensão. Na semana passada, tinha sofrido no primeiro minuto, numa derrota por 2-0 frente ao Atlético de Madrid.
A equipa de Cesc Fabregas chegou a uma vantagem merecida de 4-0 no norte de Itália, antes de o suplente Joshua Zirkzee reduzir a desvantagem com um golo de consolação nos descontos. Carrick admitiu ter ficado alarmado com a forma como a sua equipa foi dominada.
"A forma como jogámos não é aceitável. Não foi, de todo, uma boa exibição. Queríamos dar continuidade ao que levámos e à exibição que tivemos no Leeds (um empate 1-1). Aquela intensidade, aquele espírito, aquela agressividade, aquela verdadeira vontade de dar tudo. Esta noite, a exibição foi exactamente o oposto. Tenho de dizer que foi difícil de ver", admitiu.
"Não está nada certo"
"Passa-me muita coisa pela cabeça ao ver aquilo. Sinceramente, é difícil perceber como pode ser tão diferente (da exibição frente ao Leeds). Não devia ser assim. Todos podemos jogar bem e todos podemos ter más exibições, mas fazê-lo daquela forma não está mesmo nada certo", acrescentou.
O próximo compromisso da equipa orientada por Carrick é um jogo da Premier League em casa frente ao Bournemouth, no domingo.
"Estou frustrado, mais do que frustrado; para ser honesto, estou mesmo zangado. É preciso seguir em frente, lidar com o que vem a seguir e perceber como será. Neste momento, ainda há muito a fazer antes do próximo jogo para preparar a equipa, porque esta foi uma noite difícil para todos", disse.
Foi uma vitória histórica para o Como, que está a disputar a sua primeira campanha europeia depois do surpreendente quarto lugar alcançado na Serie A na época passada, sob o comando de Fabregas.
O antigo médio do Arsenal e do Barcelona conduziu o clube do segundo escalão até à Liga dos Campeões em apenas três anos, e a goleada sobre o Manchester United marcou uma das maiores noites da modesta história do clube.
No entanto, Fabregas recusou-se a deixar-se levar pelo entusiasmo.
"Temos de ter a mentalidade de entrar em campo e jogar bem em todos os jogos. Percebo que, para os meios de comunicação social, vencer o Manchester United tenha mais valor do que o normal. Mas o Sassuolo é uma grande equipa e vai tornar a vida muito difícil no sábado (na Serie A). Temos de estar ao mesmo nível, talvez até melhor, para vencer esse jogo. Por isso, devemos manter a calma, ser humildes e ter os pés bem assentes na terra. O caminho não muda. Este jogo não muda nada. Estamos no início de tudo. Estamos há três anos neste percurso, perante equipas que têm muitos mais anos do que nós. Por isso, temos de continuar e nada mais", disse o espanhol.
