"Ele luta sempre, é incrível. É injusto o que faço com ele, mas ele mostra que estou enganado". Luis Enrique mostrou-se muito satisfeito com Gonçalo Ramos em abril passado. Pouco utilizado como titular no PSG, o avançado português deu sempre tudo quando esteve em campo e manteve sempre uma excelente atitude dentro do grupo.
Um trabalhador na sombra
É evidente que Gonçalo Ramos não foi visto muitas vezes nos relvados esta época. Ainda assim, soma 30 jogos na Ligue 1 (6 golos, 1 assistência), bem como 10 jogos na Liga dos Campeões (2 golos).
Isto significa que, independentemente de estar ou não no banco, tem sempre um impacto sólido na equipa quando entra em jogo.
Além disso, apesar de não fazer parte dos titulares de Luis Enrique, não perdeu qualidade desde que chegou (2023). Pelo contrário, no auge da sua carreira (24 anos), não hesita em furar as defesas adversárias e finaliza com eficácia.

No entanto, as suas fragilidades quando tenta jogar os 90 minutos completos ainda são visíveis. O trabalho tem de continuar e, até lá, o papel de super suplente assenta-lhe na perfeição.
"É o exemplo do que deve ser um jogador"
Já em janeiro passado, o treinador parisiense afirmava: Gonçalo Ramos é perfeito porque está sempre pronto para ajudar o seu clube. Seja de que forma for.
"Quando assinas contrato com um grande clube como o PSG, não sabes quanto tempo vais jogar. E quando assinas o teu contrato, a tua responsabilidade é estares pronto para ajudar o teu clube. Ele é um exemplo do que deve ser um jogador profissional, sempre pronto. Tenho a certeza de que quer jogar mais, mas mostra claramente o que é ser jogador do PSG. Sei que merece ter mais minutos, mas estou muito feliz por ter um jogador como ele. Marcou um número incrível de golos", afirmou à imprensa.
A tática do asturiano assenta muito no seu sistema de rotações entre os jogadores e Gonçalo Ramos encaixa perfeitamente nesta lógica. A sua atitude e integração no grupo fazem dele um trunfo especial. É alguém que pode não só mudar o rumo de um jogo com o seu dinamismo, mas também dar um enorme apoio ao PSG.
Uma última dança?
Circulam rumores sobre a sua saída, o que não seria totalmente surpreendente. Apesar de seguir as opções do seu treinador, o avançado precisa de mais tempo de jogo. Por exemplo, foi noticiado que o Atlético de Madrid está interessado nele. Segundo Fabrizio Romano, também há contactos em Inglaterra e Itália.
O seu jogo frente ao Arsenal pode assim ser o último enquanto jogador do Paris Saint-Germain. Será a oportunidade de brilhar como jogador de impacto, um verdadeiro exemplo vindo do banco. Terá assim a possibilidade de colocar os Gunners em apuros nos minutos decisivos e, quem sabe, deixar marca antes de rumar a outro destino?
