Liga dos Campeões: Willian Pacho tenta apagar erros da primeira mão diante do Bayern Munique

Pacho a disputar o lance com Harry Kane
Pacho a disputar o lance com Harry KaneREUTERS/Sarah Meyssonnier

Willian Pacho tinha cometido apenas cinco faltas em toda a campanha desta época na Liga dos Campeões, mas fez três só na primeira mão da meia-final frente ao Bayern Munique, uma delas resultou num penálti convertido por Luis Díaz. Já reconhecido entre a elite dos defesas-centrais, o equatoriano procura agora deixar para trás essa exibição menos conseguida e regressar aos princípios que sustentam a sua consistência defensiva.

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No meio da avalanche ofensiva desta meia-final da primeira mão, houve duas defesas em apuros. E do lado do PSG, foi Willian Pacho quem pareceu sentir mais dificuldades. Surpreendente, tendo em conta que o equatoriano costuma exibir-se a grande nível, sobretudo nos grandes palcos.

Com inteligência posicional, rapidez de reação, capacidade nos duelos e limpeza nas ações, Pacho está facilmente entre os cinco melhores centrais do mundo atualmente, podendo até ser considerado o melhor. O defesa que não comunicava em campo tornou-se uma referência sob as ordens de Luis Enrique. Depois de passar sem hesitar do Independiente del Valle para o Royal Antwerp e do Eintracht Frankfurt para o PSG, Pacho tornou-se o parceiro ideal de Marquinhos, superando até a dupla que o capitão formava com Thiago Silva.

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Vítima da avalanche ofensiva

Esta época, o equatoriano confirmou a sua capacidade para defender em pé, sem se precipitar nem recorrer à falta. Antes da meia-final da primeira mão frente ao Bayern, o seu registo era impressionante: 36 jogos realizados em todas as competições e apenas... 11 faltas (6 no campeonato e 5 na Liga dos Campeões).

Por isso, ver o número 3 na coluna das faltas cometidas levanta questões, sobretudo porque uma delas resultou em penálti.

Por um lado, o formato "ping pong" do jogo potenciou os erros. A ausência de pausas, a redução das sequências de posse e, consequentemente, o elevado número de transições rápidas, tiraram os defesas dos dois lados do seu conforto.

Os números de Pacho
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Neste caso, o PSG enfrentou um trio ofensivo especialmente desestabilizador, com Harry Kane a atuar como falso 9 e dois extremos que procuram constantemente o duelo para fixar e criar espaços. Luis Díaz esteve em grande plano, vencendo 12 dos 15 duelos, enquanto Michael Olise ganhou 11 em 21. Isto fragilizou o eixo defensivo, ainda mais porque Aleksandar Pavlovic fez uma exibição completa no meio-campo (8 duelos ganhos em 12, 6 desarmes bem-sucedidos, 95% de passes certos, 2 passes-chave).

Pacho raramente dependeu tanto do rendimento dos seus colegas. Sem Achraf Hakimi, lesionado, que deverá ser rendido por Warren Zaïre-Emery, de perfil mais defensivo, o PSG pode apresentar uma estrutura mais equilibrada e dar mais liberdade a Nuno Mendes. A forma como Kane for gerido será certamente determinante nesta segunda mão e caberá a Pacho estar na linha da frente para limitar a influência do inglês, perigoso nos movimentos entre linhas e na leitura do jogo.