AZ Alkmaar 1-2 Juventus
Foi um duelo especial para Teun Koopmeiners no AFAS Stadion, onde defrontou o irmão Peer perante os adeptos que o viram crescer na formação do AZ. No entanto, o embate também revestia grande importância para a Juventus. Em Alkmaar, a equipa pretendia confirmar os bons sinais deixados frente ao Nápoles, após um arranque difícil no campeonato, e dar continuidade à forte campanha na Liga Europa.

Os neerlandeses entraram em campo com personalidade, a dominar a posse de bola através de uma circulação intensa e a tentar encostar a Juventus às cordas. No entanto, os bianconeri mantiveram-se serenos perante a entrada forte do AZ. Kolo Muani deu o primeiro aviso logo a abrir: após uma combinação com Woltemade, arrancou em velocidade e isolou-se perante De Busser, mas o remate cruzado saiu ao lado.
O avançado francês assumiu o papel de grande figura da partida e foi decisivo logo aos 19 minutos na jogada que abriu o marcador. Kolo Muani arrancou pela direita, ultrapassou o opositor direto com um pormenor técnico delicioso e tirou um cruzamento atrasado de conta, peso e medida. Teun Koopmeiners apareceu em progressão e, com um remate colocado, inaugurou o ativo. Após a vantagem, a turma de Turim não abrandou e esteve perto do segundo golo num remate perigoso de Alajbegovic à entrada da grande área, com a bola a passar a raspar a barra.
Já depois da meia hora, a equipa da casa ganhou confiança e encostou a Juventus ao seu meio-campo, embora sem criar verdadeiros problemas a Vicario. Na melhor fase do AZ, Kolo Muani voltou a fazer estragos e ampliou a vantagem aos 37 minutos. O internacional francês recuperou a bola no meio-campo ofensivo, combinou com Woltemade, resistiu à carga dos defesas na grande área e rematou com precisão, sem hipóteses para De Busser, assinando o quarto golo da temporada e dando resposta às críticas de que tinha sido alvo.
A segunda parte começou com uma boa reação dos anfitriões, que intensificaram a pressão e obrigaram Vicario a uma grande intervenção perante um remate colocado de Daal, desviando a bola para canto. Ainda assim, a Juventus continuou a espreitar o momento para ferir o adversário e ficou perto do golo após um erro de De Busser, que entregou a bola a Koopmeiners. O neerlandês serviu Alajbegovic, que tirou o guarda-redes da frente e cruzou rasteiro para a baliza deserta, valendo o corte da defensiva local no momento exato.
A Juventus voltou a ameaçar o terceiro golo em duas transições rápidas conduzidas por Gatti no espaço de poucos minutos. Contudo, tal como acontecera no primeiro tempo, o AZ Alkmaar voltou a pegar nas rédeas do encontro e obrigou a equipa italiana a baixar as linhas. A formação neerlandesa esteve muito perto de reduzir por intermédio de Smit, que desperdiçou uma oportunidade soberana no coração da área. Ainda assim, os anfitriões marcaram mesmo por Mexx Meerdink, a passe de Elijah Dijkstra e, já nos descontos, viram o golo do empate anulado por fora de jogo.

Bayer Leverkusen 0-1 Marselha
Esta quinta-feira, na BayArena, os franceses exibiram a mesma solidez demonstrada nas últimas quatro jornadas da Ligue 1, medindo forças com um adversário que somava por vitórias todos os jogos disputados na Europa até ao apito inicial. Compactos sem bola e inteligentes no momento de posse, os comandados de Bruno Génésio demonstraram personalidade em solo alemão. A primeira soberana ocasião do encontro pertenceu precisamente ao Marselha, com a assinatura de Gouiri, valendo a mancha atenta de Flekken a evitar o golo logo aos 7 minutos.

Do outro lado, o Leverkusen sentiu tremendas dificuldades para desmontar a teia defensiva dos visitantes. Sempre que recuperava a bola, o Marselha saía a jogar com critério, sem sobressaltos e com elevado discernimento, evidenciando a confiança conquistada pela boa série de resultados no campeonato interno. A melhor oportunidade dos alemães surgiria apenas à beira do intervalo: Miguel Gutiérrez, servido por Maza em posição frontal, tirou um remate de pé direito que sofreu um desvio na defensiva e embateu no travessão da baliza à guarda de Jeffrey De Lange, aos 42 minutos.
No reatamento, o Marselha continuou a anular os caminhos para a sua baliza, mas foi sobretudo com bola que a equipa de Génésio subiu o patamar exibicional. Antes de chegar ao golo do triunfo, deixou três avisos sérios, aumentando a intensidade e demonstrando que só a vitória interessava. Primeiro, Igor Paixão assustou com um remate de pé direito a raspar o poste aos 56 minutos. Pouco depois, Gouiri atirou de primeira para defesa apertada de Flekken junto ao primeiro poste. Por fim, aos 64 minutos, Kondogbia testou os reflexos do guardião com um tiro do meio da rua, a cerca de 30 metros da baliza.
Três ameaças antes da estocada final. Aos 77 minutos, ao receber uma bola na intermediária de costas para a baliza, Gouiri tirou da cartola um pormenor sublime: deixou a bola passar entre as pernas e tirou Aleix García da jogada. O avançado progrediu pela esquerda, fletiu para o centro ao passar por Tapsoba e desferiu um remate em arco perfeito ao segundo poste, sem hipóteses para Flekken.
O Marselha colocou-se em vantagem e geriu a margem mínima até ao apito final com extrema maturidade. No seguimento de uma exibição irrepreensível, os marselheses somaram os primeiros pontos na fase de liga da Liga Europa, impondo a primeira derrota europeia da época ao Leverkusen e confirmando o excelente momento que atravessam.
Celtic 3-2 Besiktas
As bancadas habitualmente desavindas do Celtic Park refletiram o clima de apatia e crispação dos adeptos com a direção nas bancadas durante os 45 minutos iniciais. A equipa da casa ainda ameaçou logo aos oito minutos, num remate em arco de Benjamin Nygren a passar ao lado após bom trabalho de Kieran Tierney na esquerda, mas os primeiros 45 minutos pecaram pela escassez de oportunidades.

O Besiktas assumiu a iniciativa e o domínio da posse de bola, mas sem rasgo no último terço. Um remate disparatado de Junior Olaitan saiu muito ao lado e Sam Johnstone teve de se aplicar para desviar um remate de Leandro Trossard contra a barra. A primeira parte dos escoceses ficou espelhada de forma caricata em cima do intervalo, quando Nygren tropeçou nos próprios pés ao tentar rematar na sequência de um livre estudado.
O primeiro remate enquadrado do encontro surgiu apenas após o descanso, com Johnstone a segurar um remate rasteiro de Kassoum Ouattara. Pouco depois, contudo, Jordan Lotomba cometeu grande penalidade sobre Ernest Poku. Na conversão do castigo máximo, Johnstone ainda defendeu o remate de Olaitan, mas o internacional pelo Benim foi mais rápido na recarga e encostou para o 0-1.
Martin O'Neill mexeu de imediato e lançou uma tripla alteração que mudou o rumo dos acontecimentos. Callum McGregor recuperou uma bola em zona adiantada e serviu Callum Osmand que, no primeiro toque na bola, desferiu um remate colocado à entrada da área para restabelecer a igualdade.
O golo transfigurou o ambiente nas bancadas e a dinâmica em campo. Liam Scales esteve perto da reviravolta num cabeceamento travado por Alexander Nübel e Nygren tirou tinta ao travessão. O golo da reviravolta acabou mesmo por surgir aos 78 minutos: Osmand vestiu o fato de assistente e rasgou a defensiva turca para isolar Camilo Durán. O avançado colombiano tirou Nübel da frente com classe e encostou de ângulo apertado para fazer explodir o Celtic Park.
Após um golo anulado a Osmand por fora de jogo, o balde de água fria caiu no estádio aos 86 minutos, quando o ex-Benfica Orkun Kökçü rematou rasteiro e colocado à entrada da grande área para assinar o 2-2.
Porém, a igualdade durou menos de dois minutos. Na resposta imediata, um remate de Tierney sobrou para os pés de Camilo Durán na grande área e o colombiano encostou à queima-roupa para selar o bis e o 3-2 final. O Besiktas ainda ameaçou o empate nos descontos por Olaitan, mas o Celtic segurou três pontos de ouro que evitam um ciclo histórico de derrotas europeias e devolvem o alento aos adeptos em Glasgow.

Celta de Vigo 1-2 Saint-Gilloise
Se alguém não tinha tirado notas do empate da Real Sociedad frente a este mesmo adversário (1-1), Claudio Giráldez estudou bem a lição. O técnico espanhol sabia que os belgas eram um osso duro de roer: linha de pressão agressiva, capacidade para sufocar o portador da bola e eficácia no último terço.

A entrada do Union SG em Balaídos deu-lhe razão, manietando um Celta que mal conseguia ligar dois passes nos instantes iniciais. A estratégia dos galegos passava por ter paciência e lançar a transição rápida na mínima brecha. O plano deu frutos ao minuto 11: Carreira acelerou pela direita, combinou com Pablo Durán e este tirou Sylla da frente com um pormenor técnico de classe antes de desferir um remate colocado para o 1-0.
Apesar de estar em vantagem, o Celta quis aproveitar as fragilidades defensivas dos belgas e esteve perto do segundo golo, mas Carreira desperdiçou um contra-ataque prometedor desenhado por Hugo Álvarez, Javi Rueda e Swedberg. O Union SG não se atemorizou e manteve-se fiel à sua identidade ofensiva. Depois de um aviso de Kevin Rodríguez, os belgas chegaram ao empate por intermédio de Zeneli: após um passe magistral de Zorgane, o avançado tirou Marcos Alonso do caminho com um receção orientada soberba e rematou por entre as pernas de Radu.
O reatamento trouxe a reviravolta logo aos 48 minutos. Na sequência de um ressalto à entrada da área, o remate de Zeneli sofreu um desvio em Yoel Lago e traiu o guardião Radu, colocando os belgas em vantagem. A reação do Celta foi imediata. Pablo Durán testou a atenção de Koffi por duas vezes, levando Claudio Giráldez a lançar toda a carne no assador com as entradas de Iago Aspas e Ilaix Moriba a meia hora do fim. A partir daí, assistiu-se a um autêntico monólogo galego, mas Koffi vestiu o fato de herói: venceu o duelo individual com Javi Rueda e respondeu com uma defesa a punhos a um míssil de Aspas.
Quando o Celta mais carregava, o VAR alertou o árbitro para uma mão na área de Javi Rodríguez cometida dois minutos antes. Chamado a converter a grande penalidade e a assinar o hat-trick, Zeneli permitiu a defesa a Radu, mantendo o Celta na discussão do resultado. A equipa da casa continuou a bombardear a área belga, mas Koffi voltou a agigantar-se ao travar um pontapé de moinho de Javi Rodríguez. O Union SG resistiu ao cerco final e segurou a terceira vitória na prova, deixando o Celta numa situação delicada com apenas três pontos somados em 12 possíveis.

