Tiago Ferreira assinou um contrato válido por dois anos, mais um de opção, com o FC Porto, e vai reforçar a equipa B dos dragões na Liga 2, tal como o Flashscore noticiou.
Nascido em Rio Tinto e criado em São Mamede de Infesta, Tiago Ferreira teve os primeiros contactos com o futebol no Infesta e no Boavista, antes de se mudar para o Olival com apenas 14 anos.
Recebido precisamente por João Brandão nos sub-15, o defesa esquerdino deu nas vistas desde cedo e destacou-se com um dos maiores talentos da sua geração, o que lhe valeu a promoção à equipa de juvenis do FC Porto que se sagrou Campeã Nacional em 2009/10 e à de juniores que juntou o título nacional à FIFA Youth Cup em 2010/11, bem como sucessivas convocatórias para os diferentes escalões jovens da seleção.
Internacional pelos sub-15, sub-16, sub-17, sub-18, sub-19, sub-20 e sub-21 portugueses, Tiago Ferreira vestiu as cores nacionais nos Campeonatos da Europa de sub-17 e sub-19, num Torneio de Toulon e em dois Mundiais de sub-20, tendo sido vice-campeão em 2011.

As boas performances abriram-lhe as portas da equipa principal antes de atingir a maioridade. Aos treinos sob o comando de Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas e Vítor Pereira, seguiram-se duas convocatórias para jogos da Taça da Liga, em 2011/12. A estreia como profissional aconteceria meses mais tarde, pela equipa B: a 12 de agosto de 2012, foi titular em Tondela, na ronda inaugural da Liga 2, e deu início a um percurso de 70 jogos distribuídos por duas épocas que teve como ponto mais alto o segundo lugar atingido em 2013/14.
A ligação ao FC Porto foi interrompida na temporada seguinte, quando se transferiu para os belgas do Zulte Waregem e viveu a primeira experiência no estrangeiro. Ao cabo de uma temporada, regressou a Portugal para representar o União da Madeira, mas voltou a aventurar-se além-fronteiras no Universitatea Craiova - conquistou a Taça da Roménia no ano de estreia -, no MTK (Hungria), no Tractor Club (Irão) e no FK Kukësi (Albânia).
De volta ao país natal e após disputar mais 61 jogos na Liga 2 ao serviço do Trofense e da União de Leiria, Tiago Ferreira mudou-se para Paços de Ferreira e capitaneou o emblema da Mata Real em 32 das 34 jornadas da prova em 2025/26, destacando-se como o atleta com mais remates intercetados (24).
Aos 32 anos, o novo número 93 regressa ao Olival “pronto para ajudar” uma “equipa com muito talento, com jogadores muito bons e também muito novos”: “É um prazer vir para aqui acrescentar dentro e fora do campo e ajudar os nossos meninos”.
Bom filho a casa torna: “É um orgulho imenso e uma alegria imensa. Um bocadinho inesperado, também, mas é um orgulho voltar a casa e estou pronto para ajudar.”
O que mudou em 12 anos: “Muita coisa, a começar pelo cabelo. Saí com 20 ou 21 anos, era um menino, e agora volto com outra idade, com uma experiência e uma visão da vida diferente.”
Autorretrato: “Sou um líder, um jogador que gosta de defender, bom a antecipar e a ler o jogo.”
João Brandão: “Conheço o mister, já tinha sido meu treinador nos sub-15. É uma pessoa que já conheço há muito tempo e foi uma pessoa determinante para a minha vinda. Estou muito contente por regressar e vou fazer o meu melhor para poder ajudar.”
Adversário do FC Porto B em 2025/26: “É uma equipa com muito talento, com jogadores muito bons e também muito novos. Demonstraram muita maturidade numa altura em que as coisas não estavam a correr tão bem e provaram que são uma equipa com muito talento. Agora, os jovens jogadores têm de cimentar esse talento e continuar a trabalhar para atingir os seus objetivos.”
O que acrescenta: “Eu penso em ser o Tiago. Se for o Tiago já vou ajudar, é isso que eu penso. Quero ser a pessoa que sempre fui, o profissional que sou e de certeza que vou ajudar dentro e fora do campo também.”
Memórias do Dragão: “São muitas, entrar aqui é reviver a minha formação. Fui campeão de juvenis, campeão de juniores, na altura também fizemos um segundo lugar na equipa B e guardo muito boas recordações. Agora vou reavivá-las e criar ainda melhores memórias.”
Saudades de casa: “Tinha saudades de muita coisa. Uma pessoa sai, segue o seu caminho e vive as emoções de fora, mas representar este clube, viver o dia-a-dia e usar esta camisola é algo que nos deixa com muitas saudades.”
A família portista: “Os adeptos do FC Porto são diferentes, toda a gente sabe, e espero conseguir fazer uma época muito positiva com a ajuda deles.”
A experiência internacional: “Tornei-me mais adulto e aprendi a ver a vida de uma maneira diferente. Aprendi a não me queixar tanto, mas também senti uma grande diferença quando regressei. A Liga 2 está com uma competitividade muito grande, com muito mais qualidade. É um campeonato forte, com equipas que investem bem e é um prazer vir para aqui acrescentar dentro e fora do campo e ajudar os nossos meninos.”
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