A contestação ao líder do órgão máximo do futebol mundial intensificou-se após o seu plano falhado de vender uma participação no Mundial a investidores privados.
A proposta da FIFA para desbloquear até 4,2 mil milhões de dólares junto de investidores privados, através da venda de cerca de 20% de uma nova entidade responsável por competições como o Mundial, terminou em recuo na sexta-feira, após forte resistência dos intervenientes.
"Numa reunião extraordinária da direção realizada na segunda-feira, a SvFF decidiu não apoiar o Presidente da FIFA, Gianni Infantino, na próxima reeleição", afirmou a federação sueca.
"Esta decisão surge após uma avaliação de longo prazo sobre a evolução dentro da FIFA e da liderança da organização. A decisão baseia-se em falhas recorrentes na governação, transparência e gestão, o que significa que já não existe confiança na liderança de Gianni Infantino".
Antes, País de Gales tornou-se a primeira federação nacional a retirar formalmente o seu apoio a Infantino.
"A Federação de Futebol do País de Gales confirma, assim, a retirada do apoio à candidatura do Sr. Gianni Infantino para a reeleição como Presidente da FIFA para o mandato de 2027 a 2031", afirmou a FAW em comunicado.
"Os recentes fracassos ao nível da boa governação, processos, liderança, valores, gestão dos intervenientes, comunicação e discernimento levaram-nos a uma posição em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para continuar à frente do futebol mundial. Não colocar os melhores interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar", acrescentou a FAW.
A FA inglesa também irá retirar o seu apoio a Infantino, revelou uma fonte próxima da organização, enquanto a Sérvia seguiu o exemplo do País de Gales: "A Federação de Futebol da Sérvia retirou o seu apoio a Gianni Infantino para um novo mandato como Presidente da FIFA", afirmou a associação em comunicado.
"Recordamos que demos o nosso apoio ao Sr. Infantino a 25 de maio deste ano, por escrito, mas após uma análise cuidada dos acontecimentos que, recentemente, prejudicaram seriamente a imagem e reputação tanto da FIFA como do seu Presidente, esta é a única decisão lógica e racional".
