Os dragões, que tinham ficado em branco nas últimas três temporadas, contam mais nove cetros do que o Benfica, que é segundo, com sete, seguido pelo Sporting, com cinco, e do Boavista, que ganhou o seu único cetro em 2000/01.
A formação portista ganhou o campeonato inaugural a 18, em 1989/90, somou 10 cetros entre 1991/92 a 2005/06 e, nas últimas 12 edições, desde 2014/15, arrebatou mais quatro, o último dos quais esta época, sob o comando do italiano Francesco Farioli.
Os dragões começaram muito bem os campeonatos a 34 jornadas, vencendo os três primeiros, em 1989/90, com Artur Jorge, e em 1991/92 e 1992/93, com o brasileiro Carlos Alberto Silva ao leme, após uma edição a 38 em 1990/91.
Depois, foi a vez de o inglês Bobby Robson (1994/95 e 95/96) e de António Oliveira (1996/97 e 97/98) bisarem, construindo o tetra, que o engenheiro Fernando Santos transformou num ainda inédito penta (1998/99).

José Mourinho, que treinou o Benfica em 2025/26, também chegou ao bis (2002/03 e 2003/04), em épocas coroadas com vitórias na Taça UEFA e Liga dos Campeões, antes do título conduzido pelo holandês Co Adriaanse, em 2005/2006.
De 2006/07 a 2013/14, a prova só teve 16 clubes, e 30 jornadas, retomando os 18, e 34 rondas, em 2014/15, com o FC Porto a voltar aos triunfos em 2017/18, liderado por Sérgio Conceição, que repetiu o feito em 2019/20 e 2021/22.
Esta época, na estreia, o treinador italiano Francesco Farioli levou o FC Porto ao regresso dos títulos, que foi o 15.º dos azuis e brancos a 18 clubes.
Por seu lado, o Benfica ganhou em 1993/94, com Toni, em 2004/05, sob o comando do italiano Giovanni Trapattoni, com imensos 37 pontos perdidos, e, mais recentemente, em 2014/15, com Jorge Jesus, e em 2015/16 e 2016/17, com Rui Vitória.
Depois de falhar o penta em 2017/18 – também havia vencido em 2013/14, ainda a 16 equipas -, Rui Vitória ainda esteve na conquista de 2018/19, somando o seu terceiro cetro, se bem que a maior quota-parte do sucesso pertença a Bruno Lage.
O sexto cetro dos encarnados em campeonatos a 34 rondas aconteceu há três anos, em 2022/23, numa estreia em grande do alemão Roger Schmidt.
Quanto ao Sporting, triunfou pela primeira vez em 1999/2000, com Augusto Inácio a suceder ao italiano Giuseppe Materazzi para acabar com uma série de 17 edições em branco, e depois em 2001/02, liderado pelo húngaro Laszlo Bölöni e por 42 golos do brasileiro Mario Jardel.
Os leões tiveram, depois, de esperar por Ruben Amorim, que colocou um ponto final numa seca de 18 anos em 2020/21, num campeonato marcado pela covid-19 e a ausência de público nas bancadas, e replicou o sucesso em 2023/24 e 2024/25.
Na época passada, Amorim foi determinante no cetro, mas saiu ainda na primeira volta, após 11 vitórias em 11 jornadas, com João Pereira a suceder-lhe, mas a durar apenas quatro rondas, dando o lugar a Rui Borges, que selou o cetro.
Entre os dois primeiros cetros leoninos, o Boavista, de Jaime Pacheco, arrebatou o campeonato de 2000/2001, no que é a única edição conquistada pelo clube do Bessa e apenas a segunda por um clube pequeno, após o Belenenses de 1945/46.
