Depois de três anos sem campeonato, incluindo dois terceiros lugares nas duas últimas épocas, e muitos problemas com o fair-play financeiro da UEFA, os dragões estabilizaram, apostaram forte e foram bem-sucedidos.
Na segunda época completa como presidente, André Villas-Boas, eleito em 27 de abril de 2024, mudou quase tudo e acertou na mesma medida, nomeadamente na escolha do treinador, o jovem italiano Francesco Farioli, então com 36 anos.
Em 06 de julho de 2025, o FC Porto anunciou Farioli como sucessor do argentino Martín Anselmi, que não tinha convencido em 2024/25 quando sucedeu a Vítor Bruno, a primeira escolha de Villas-Boas para acabar com a era Sérgio Conceição (2017/24).
O italiano chegava ao Dragão, para assinar até junho de 2027, depois de ter perdido incrivelmente o campeonato neerlandês de 2024/25, para o PSV Eindhoven, devido a um final de prova desastrado, quando tinha o cetro na mão.
Este facto não incomodou Villas-Boas e o italiano provou que estava certo: a meio da Liga 2025/26, o FC Porto já tinha o título no bolso, pelo que foi com naturalidade que, em 11 de janeiro, renovou por mais um ano, até 30 de junho de 2028.

O técnico transalpino foi o pilar da época portista, o responsável pela construção de uma nova equipa, assente em muitas caras novas, 10 das quais contratadas no verão de 2025 para preencher a maioria dos lugares do onze base.
De 2024/25, só sobreviveram no onze que disputou mais jogos de início o guarda-redes Diogo Costa (33 vezes titular), o lateral esquerdo Francisco Moura (16), o médio Alan Varela (27), o extremo Pepê (30) e o ponta de lança Samu (19).
Entre as novidades, uma chegou antes de Farioli, o médio espanhol Gabri Veiga (ex-Al Ahly), que foi anunciado em 05 de junho e já representou os azuis e brancos - que pagaram 15 ME (mais quatro variáveis) aos sauditas - no Mundial de clubes.
Já com o italiano contratado, os primeiros a chegar acabaram por não ter relevância ao longo da época, casos do regressado João Costa (ex-Estrela da Amadora), o terceiro guarda-redes, e o central croata Prpic (ex-Hajduk Split), a troco de 4,5 ME.
O quarto reforço entrou, como o compatriota Gabri Veiga, diretamente para o onze e foi muito importante na primeira volta, caso do extremo espanhol Borja Sainz, contratado em 13 de julho ao Norwich por 13,3 ME (mais dois variáveis).

Ninguém teve, porém, mais impacto do que o quinto reforço, o jovem médio dinamarquês Froholdt (ex-FC Copenhaga), que se impôs desde o início no meio-campo portista e justificou plenamente os 20 ME (mais dois variáveis) investidos pelos dragões, que anunciaram a sua contratação, até 2030, em 23 de julho.
Um dia depois, Farioli trocou de lateral direito, enviando João Mário para a Juventus, por 12 ME, e recrutando aos italianos, por 15 ME, Alberto Costa, um jogador cuja passada larga pautou o corredor direito dos portistas, atrás e à frente.
A fechar o mês de julho, em 28, foi a vez de ser apresentado aquele que viria a ser o chefe da defesa e um dos jogadores da temporada, o central polaco Bednarek, contratado ao Southampton por 7,5 ME. Um líder, que justificou cada cêntimo.
Foram estes que foram apresentados, em 03 de agosto, no Dragão, mais uma surpresa, pois, sem ninguém esperar, apareceu o experiente avançado neerlandês Luuk de Jong (ex-PSV), que veio a custo zero e só não teve a influência que se previa devido a grave lesão – ainda teve tempo para marcar em Alvalade.

O FC Porto parou então quase um mês, parecendo ter o plantel fechado, mas, sobre o final do mercado, ainda foram contratados mais dois jogadores que viriam ser muito importantes, o central polaco Kiwior (ex-Arsenal) e o médio Pablo Rosario (ex-Nice).
Kiwior, que chegou com 2 ME de taxa de empréstimo e compra posterior obrigatória por 17 ME (mais cinco variáveis), fez dupla quase toda a temporada com Bednarek, com algumas derivações para a esquerda, enquanto Pablo Rosario, contratado por 3,75 ME (mais 0,5), foi muito influente, ainda que sem entrar no onze base.
Com estes jogadores, e mais os que transitaram de 2024/25, o FC Porto virou a meio já com as faixas encomendadas, mas, no inverno, e olhando também para a Liga Europa, e a rotatividade que quis impor, Farioli recrutou mais quatro jogadores.
Com surpresa, em 20 de dezembro foi apresentado o veterano central Thiago Silva (ex-Fluminense), um jogador de 41 anos que tinha passado pela equipa B dos dragões há 21, em 2004/05. Voltou a custo zero, após fantástica carreira.
O primeiro reforço do ano, em 07 de janeiro, foi o teenager polaco Pietuszewski (ex-Jagiellonia), de 16 anos (agora 17), que viria a ter grande importância na segunda volta, roubando o lugar no onze de Borja Sainz, num negócio que só custou 8 ME.
Por empréstimo, ainda chegaram ao Dragão o médio Fofana (ex-Rennes), que viria a ser talismã, com vários golos importantes, e o avançado Terem Moffi (ex-Nice), maioritariamente opção na Liga Europa.
