Balanço da Liga: Onze dos 18 clubes seguraram técnico original até ao fim

Mourinho assumiu o Benfica em setembro
Mourinho assumiu o Benfica em setembroAFP

Onze das 18 equipas participantes na edição 2025/26 da Liga Portugal fecharam com os treinadores com que iniciaram a época, em contraste com as escassas quatro de 2024/25.

Em contraste com o campeonato passado, desta vez a grande maioria (61,1%) optou pela estabilidade, nomeadamente o campeão FC Porto, liderado pelo estreante italiano Francesco Farioli), e o vice Sporting, de Rui Borges, na segunda época nos leões e primeira completa.

Em matéria de estreantes na Liga, também se aguentaram até ao fim o espanhol Carlos Vicens, no SC Braga, Vasco Botelho da Costa, no Moreirense, e o grego Sotiris Silaidopoulos, no Rio Ave.

Famalicão (Hugo Oliveira), Gil Vicente (César Peixoto), Estoril Praia (Ian Cathro), Alverca (Custódio Castro), Arouca (Vasco Seabra) e Nacional (Tiago Margarido) foram os outros clubes que não quebraram as apostas iniciais.

Entre as formações que acabaram nos sete primeiros lugares, só o Benfica mudou, tendo sido logo o primeiro, volvidos apenas quatro jogos.

Após a quinta jornada, mas com um jogo em atraso, o presidente Rui Costa dispensou Bruno Lage, campeão ao serviço das águias em 2018/19, e fez regressar José Mourinho, que tinha começado a carreira precisamente na Luz, em 2000/01.

Os encarnados fizeram uma mudança, tal como o Santa Clara, clube em que Vasco Matos cedeu o lugar a Petit, após 20 rondas, e o Vitória SC, que trocou Luís Pinto por Gil Lameiras depois da 25.ª jornada.

Os três clubes que só procederam a uma alteração não perderam posições na tabela: o Benfica passou de quarto (com menos um jogo) para terceiro, o Santa Clara de 16.º para 13.º e o Vitória de Guimarães manteve o nono.

Quanto às quatro formações que mais mexeram, despedindo cada qual dois técnicos, foram, curiosamente, ou não, as que acabaram nas últimas quatro posições.

O Casa Pia, 16.º, começou com João Pereira, passou por Gonçalo Brandão e acabou em Álvaro Pacheco, e o Tondela, 17.º, fechou com Gonçalo Feio, que tinha sucedido a Ivo Vieira e ao italiano Cristiano Bacci.

Bacci esteve em Tondela da 12.ª à 27.ª rondas – sem ter cumprido o da 26.ª – e acabou no Estrela da Amadora, 15.º, sendo o único que passou por dois clubes. Antes, tinham estado na Reboleira José Faria, o interino Luís Silva e João Nuno.

No AFS, 18.º, foram também quatro os técnicos que estiveram no comando, com José Mota a ceder o lugar a João Pedro Sousa, depois de um jornada com o interino Fábio Espinho, e João Henriques a acabar, sem evitar a despromoção.