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“Foi uma premissa que tivemos desde o início. Sabíamos que, para fazermos um bom campeonato, era importante sermos consistentes e tornarmos a nossa casa numa fortaleza e foi isso que aconteceu. Conseguimos que viessem cada vez mais adeptos e queremos que venham outra vez, apesar de ser uma segunda-feira à noite”, referiu.
O Gil Vicente segue no sexto lugar do campeonato, a apenas dois pontos do Famalicão, que é quinto, um lugar que pode dar acesso às competições europeias.
O treinador gilista admitiu que preferia disputar o encontro ao domingo, e voltou a lamentar o elevado número de partidas agendadas à segunda-feira para o Gil Vicente ao longo da época.
“Um domingo à tarde seria melhor para os adeptos, claro. Vamos para o oitavo jogo a uma segunda-feira, que é demais. Embora desta vez seja igual para todas as equipas, nas outras jornadas isso não aconteceu”, apontou.
Sobre o adversário, César Peixoto destacou a qualidade do Arouca, lembrando a boa recuperação da equipa arouquense na segunda volta do campeonato.
“Vamos ter pela frente uma excelente equipa, com bons jogadores, que está muito melhor na segunda volta do que na primeira e que nos vai complicar muito a vida, de certeza. São duas equipas que gostam de jogar e acredito que vai ser um bom jogo de futebol”, disse.
Ainda assim, o treinador assegurou que o foco do Gil Vicente está exclusivamente nos três pontos e em terminar a temporada caseira da melhor forma.
“Olhámos só para o jogo, para o Arouca e para os três pontos. Queremos terminar a época em casa com uma vitória, porque os adeptos merecem e esta equipa também merece”, frisou.
Questionado sobre a eventual quebra exibicional na segunda volta do campeonato, César Peixoto rejeitou essa leitura, sublinhando a regularidade competitiva da equipa ao longo da temporada.
“Se ganharmos ao Arouca, ficamos apenas a três pontos da primeira volta. Ou seja, acaba por ser uma segunda volta muito consistente. A equipa foi-se reinventando em função das características dos jogadores e manteve sempre uma identidade muito forte”, sustentou.
O treinador explicou ainda algumas dificuldades sentidas após o mercado de janeiro, nomeadamente nas adaptações de Lucão, Héctor Hernández e Weverson, além das lesões que condicionaram várias soluções do plantel.
“O Héctor lesionou-se numa fase em que estava a crescer muito e o Lucão precisou de mais tempo de adaptação. Mas mesmo assim a equipa foi consistente”, afirmou.
César Peixoto aproveitou ainda para destacar o percurso do Gil Vicente nesta temporada, considerando que o clube realizou “uma época fantástica” a vários níveis.
“O Gil Vicente do ano passado garantiu a manutenção nas últimas jornadas e este ano andou praticamente sempre do sexto lugar para cima. Batemos todos os recordes e mais alguns, andámos sempre do sexto lugar para cima, o que mostra o crescimento do clube. O Gil Vicente houve um tempo em que parecia o Real Madrid e o Barcelona e agora uma equipa do distrital, mas não é assim. Fomos, isso sim, muito consistentes durante toda a época”, salientou.
O treinador defendeu também que o trajeto da equipa deveria ser mais valorizado externamente.
“Quem olhar com olhos de ver percebe que o que foi feito aqui esta época foi fantástico. Esta equipa teve sempre a obrigação interna de querer ganhar todos os jogos e isso viu-se durante toda a época”, concluiu.
O Gil Vicente, sexto classificado com 50 pontos, recebe esta segunda-feira o Arouca, 11.º com 36, numa partida agendada para as 20:15, com arbitragem de Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto.

