Recorde as incidências da partida
Em relação à última equipa apresentada no jogo contra o Académico de Viseu com Vasco Matos como treinador, saíram Samuel Amissah, Milan Robin e André Lacximicant, tendo entrado Ferro, Nail Omerovic e Axel Camblan, respetivamente. Do lado dos cónegos, Maracás, que tinha sido expulso no jogo da Taça de Portugal contra o AFS, foi substituído por Kevyn.

Cónegos aproveitam via verde na Amoreira
O jogo começou animado na Amoreira. Os canarinhos assumiram o controlo do jogo, com João Carvalho e Jordan Holsgrove a ditar o ritmo, enquanto os cónegos adotaram uma estratégia defensiva, aproveitando o espaço concedido pelo adversário.
Após um início equilibrado, os minhotos foram letais e, no espaço de três minutos, construíram uma vantagem de dois golos, aproveitando falhas na transição defensiva dos anfitriões. Aos 12 minutos, Leonardo Vonić agradeceu a passividade da última linha dos estorilistas para oferecer o 0-1 a Manuel Mendonça.
Três minutos depois, o ponta de lança do Moreirense iniciou a jogada que Tiago Andrade finalizou com precisão para o 0-2.
Ainda a recuperar do susto, a equipa da casa tentou reduzir a desvantagem aos 17 minutos, mas André Ferreira travou uma iniciativa de João Carvalho. Com as bancadas impacientes, o Estoril passou por mais um calafrio aos 20 minutos, quando o cabeamento de Dinis Pinto saiu a centímetros do alvo.
A equipa de Vasco Botelho da Costa não se ficou pela vantagem e foi à procura de mais: aos 30 minutos, Nile John foi derrubado junto à área, assumiu a responsabilidade e marcou o terceiro golo da tarde de forma irrepreensível.
Quando o treinador interino Sérgio Raimundo já tinha colocado cinco jogadores a aquecer, aos 36’, Guitane libertou-se, assistindo Holsgrove, mas André Ferreira defendeu o remate.

Dois minutos depois, o extremo direito argelino voltou a ameaçar, ficando a poucos metros de reduzir a desvantagem para a equipa da Amoreira. Aos 39 minutos, Leonardo Vonić festejou o golo, mas acabou por ser apanhado em posição irregular.
Apesar da decisão da equipa de arbitragem, a jogada evidenciou a desorganização da linha defensiva do Estoril. O Moreirense teve algumas dificuldades nos primeiros dez minutos, mas, após o primeiro golo, assumiu o controlo do jogo e justificou a vantagem significativa que construiu neste período.

Moreirense geriu resultado para vencer
No recomeço, Ricard Sánchez e Omerović ficaram no balneário, tendo Sérgio Raimundo apostado em Pedro Carvalho e André Lacximicant. Os canarinhos adotaram uma abordagem mais agressiva, apostando num jogo mais direto, e aproximaram-se da baliza adversária, mas sem conseguir criar oportunidades de golo.
Por seu turno, o Moreirense mostrou-se mais assertivo nas suas ações de resposta. Aos 54 e 55 minutos, Tiago Andrade não tomou as melhores decisões. À passagem dos 57’, João Carvalho apareceu sem marcação na área, atirou e desperdiçou uma soberana ocasião para o 1-3.
Ferro tentou dar um pontapé no marasmo ofensivo dos donos da casa e, aos 65 minutos, de muito longe, esteve perto de surpreender André Ferreira, que ainda teve tempo de fazer uma defesa atenta.

No último lance da partida, Peixinho ainda maquilhou o resultado, mas os dias, numa espécie de via sacra, são difíceis na Amoreira: o Estoril é a única equipa do campeonato que ainda não venceu um jogo e a situação não melhorou com o treinador interino Sérgio Raimundo, após a saída de Vasco Matos. Considerando os resultados da última época, os canarinhos não ganham há 17 jornadas consecutivas.
Já o Moreirense, que tinha sido eliminado na terceira eliminatória da Taça de Portugal pelo AFS, somava três jogos sem vitórias em todas as provas, voltou a sorrir e a respirar melhor na tabela do campeonato, com 11 pontos conquistados.

Homem do jogo Flashscore: Tiago Andrade (Moreirense)


