Marcaram presença na Assembleia Geral do Sporting 568 sócios, correspondentes a 3.722 votos. Desse universo, 86 por cento (3.212 votos) votaram a favor das contas, com outros 11,61% (432) a votarem contra.
O primeiro ponto da AG, que teve lugar no Multidesportivo do Estádio José Alvalade, focou-se no Relatório e Contas que, recorde-se, mostrou um resultado positivo de 1,505 milhões de euros do clube na época 2025/2026, com o passivo a recuar para os 231 milhões de euros, menos 2,818 milhões do que na temporada anterior, enquanto o ativo fixou-se nos 302,407 milhões de euros, menos 203 mil euros do que no período homólogo.
Recurso de sócio revogado por maioria
O segundo ponto da Assembleia Geral foi a votação do recurso apresentado pelo sócio Tiago João do Carmo Vila Nova, que contestava o castigo de 20 meses aplicado pelo Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting, na sequência de distúrbios registados a 29 de março de 2025, junto ao Estádio José Gomes, antes do jogo com o Estrela da Amadora.
Este recurso foi negado pois obteve 2.251 votos (60%) contra e 1.221 (32%) a favor. Na origem desta suspensão, recorde-se, esteve uma tentativa de agressão a um agente da PSP por parte do referido sócio dos leões, que registava uma taxa de álcool no sangue de 2,41 g/L.
"Esta percentagem vale por si e significa (…) uma adesão muito grande a este documento e àquilo que foi o exercício financeiro do clube de 2025 e 2026", disse aos jornalistas o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), Pedro Almeida Cabral, ao anunciar os resultados da votação.
Pedro Almeida Cabral destacou que a reunião magna "correu de uma forma muito organizada, muito estruturada", com "intervenções muito pertinentes de vários sócios".
O presidente da MAG sublinhou que os sócios exerceram o seu direito de voto, de "forma ordeira, pacífica, livre e democrática".
"Os sócios do Sporting demonstraram que gostam de participar na vida do seu clube e souberam promover uma discussão completamente ordeira e, sobretudo, cívica", acrescentou.
No dia 26 de outubro há nova Assembleia Geral em Alvalade, desta vez da SAD, onde será votada a política de remunerações da administração liderada por Frederico Varandas.

