Garante que fica no FC Porto? "De certeza. Estou onde quero estar, porque estamos apenas no início da nossa viagem, demos o primeiro passo, agora temos de começar a construir por cima do primeiro andar."
E se houver proposta da Premier League? "Não é uma questão que se deva pensar ou considerar agora. Viemos de uma conquista importante, acabamos de celebrar e as sensações ainda estão aqui. Estamos a planificar a temporada, dia 1 de julho está perto. Esta será importante para gerir a emoção e o que sentimos nestes dias, e apreciamos muito isso."
O que quer ver que não existe ainda no FC Porto? "Vínhamos de quatro épocas difíceis, sem muitos títulos, e a exigência deste clube é sempre ganhar e trazer troféus para este museu. Mas a realidade é que tivemos de começar de muito longe, após uma época muito complicada, com uma grande distância para os dois rivais. Na primeira vez que me encontrei com o presidente, o que realmente me convenceu foi o seu desejo de tentarmos dar passos na direção certa juntos, para tentar fechar o fosso; primeiro reduzi-lo e, claro, sermos capazes de, em determinado momento, assumir a liderança e avançar. Penso que este tem sido o nosso mantra desde o início da época: a forma como o clube abordou o mercado, a forma como o clube me deu apoio para fazer algumas intervenções no Olival no sentido de remodelar as coisas, de trazer para aqui uma equipa técnica forte que construímos juntos, com pessoas que estiveram comigo em experiências anteriores e pessoas que o clube quis adicionar. E, claro, uma delas foi o Lucho, e vocês sabem o impacto que ele teve na nossa época. No final da pré-época, quis adicionar também o André Castro, que é outro antigo jogador do clube. E, mais uma vez, misturando as pessoas, as emoções e a energia, a certa altura arrancámos e arrancámos a gás total, muito focados no presente e no nosso próximo passo. Esse tem sido o nosso mantra desde o primeiro dia."
Momentos mais baixos também: "Claro que tem sido uma jornada feita de muitas emoções, a maioria delas positivas, mas também com dias muito tristes, momentos muito emotivos e dificuldades por superar. E, claro, a primeira foi a perda do Jorge (Costa), que infelizmente não pôde estar aqui fisicamente para celebrar este troféu, mas de certeza que está connosco a partir de um lugar diferente. Ele esteve connosco toda a época a dar-nos a energia certa para ser a nossa estrela a seguir. Todas estas coisas juntas colocaram-nos onde estamos hoje, mas, como digo, esta é a base de um trabalho que precisa de ser explorado, redefinido e reajustado para os novos desafios, que serão ainda maiores e mais difíceis na próxima época."
Sporting foi a equipa que mais beneficiou com os erros de arbitragem esta época? "O esforço que tivemos de fazer para alcançar o que alcançámos foi massivo. Disse várias vezes que os nossos dois rivais são dois gigantes, duas equipas que vinham de uma exposição na Liga dos Campeões - uma qualificou-se para os quartos de final e a outra colocou o Real Madrid em grandes dificuldades. Isso diz o suficiente sobre o nível deles. Vínhamos de muito longe, porque na época passada a distância era grande. O que eles fizeram esta época foi repetir o seu desempenho, terminando com os mesmos pontos que lhes deram o título anteriormente. Para nós ganharmos hoje, foram precisos 88 pontos, o que mostra uma capacidade fantástica de somar pontos no campo com exibições de alto nível, superando muitas dificuldades. Dificuldades como as lesões do Luuk (de Jong) e do Samu, que foram perdas enormes, e também algumas decisões que foram, no mínimo, questionáveis. Isso aconteceu várias vezes durante a época e o que a equipa fez foi incrível ao encontrar capacidade de lutar e dar sempre uns metros extra para compensar situações que nos colocaram em apuros. A reação foi sempre positiva."
Que jogadores está preparado para perder no verão? "Esperemos que nenhuns."
