Dimensão FC Porto: "Conquistar 88 títulos é um feito incrível que faz do FC Porto o clube português com mais troféus. O FC Porto é um clube enorme, uma grande instituição com imensa história. Quando entramos no Museu vemos os troféus todos, os nacionais e os internacionais… ter oportunidade de representar um clube desta dimensão é um privilégio diário e uma responsabilidade grande, por causa da história do FC Porto e do que o clube significa para os seus adeptos."
Desafio no Dragão: "Tem sido um privilégio e uma grande oportunidade. Há dez anos estava no Catar, depois fui para a Turquia, França, Países Baixos e agora estou em Portugal, mas também trabalhei em Itália entretanto. Poder trabalhar em tantos países, tantos contextos, em clubes tão distintos com exigências e expetativas tão diferentes… é muito bom para quem quer abraçar novos desafios profissionais, porque somos capazes de nos adaptar a tudo. É possível mantermos as nossas ideias, mas também somos elásticos e conseguimos ajustar-nos às necessidades."
Responsabilidade: "Quando começas a trabalhar em clubes da dimensão do FC Porto e do Ajax descobres novas aspetos do jogo e percebes o que significa ser o treinador de uma equipa de elite. A minha responsabilidade enquanto treinador do FC Porto é diferente, crio uma ligação aos adeptos, com o clube e com as pessoas que o dirigem. Neste contexto não basta dar bons treinos no relvado, isso é só uma parte do trabalho. Estamos todos a melhorar, a equipa técnica continua a crescer e tem sido uma experiência incrível."
Carreira: "Quando comecei a treinar tinha 30 anos e foi algo raro. Lembro-me fui uma das poucas pessoas a ter o privilégio de treinar com essa idade. É uma utopia, porque já é normal vermos treinadores jovens a trabalharem ao mais alto nível. Também é moda, ultimamente, contratar treinadores jovens. O clube que me contratasse não poderia fazê-lo pela minha nacionalidade ou pela minha idade, mas sim pela minha capacidade. Eu nunca quis que me contratassem por ser jovem, por isso é que quis sempre ir mais a fundo e de abrir o livro nas entrevistas de emprego. Acho que as coisas estão a mudar, vai surgir uma nova geração de treinadores, mas eu nunca me esquecerei das gerações anteriores, que têm muita qualidade e muita experiência. Sou-lhes muito grato pelo que trouxeram para o futebol."
