Jorge Jesus aprova Marco Silva no Benfica: "Acredito no trabalho dele"

Jorge Jesus sagrou-se campeão pelo Al Nassr, na Arábia Saudita
Jorge Jesus sagrou-se campeão pelo Al Nassr, na Arábia SauditaAA/ABACA / Abaca Press / Profimedia

Depois de se sagrar campeão saudita ao serviço do Al Nassr, Jorge Jesus chegou este domingo a Portugal e, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, falou aos jornalistas.

Jorge Jesus foi questionado sobre a possibilidade de Marco Silva suceder a José Mourinho no comando técnico do Benfica.

"A peça mais importante numa equipa é o treinador. A partir do momento em que não acertas no treinador, tudo complica. Vai o treinador para a rua, até vai o presidente. Portanto, a escolha de um treinador é fundamental. Se as pessoas que estão no Benfica e no Real Madrid acham que são as pessoas certas é porque têm argumentos e algum motivo para pensar nisso", afirmou o treinador português de 71 anos.

"É um treinador que já esteve em Portugal a treinar, não treinou uma grande equipa, mas também não treinou uma grande equipa em Inglaterra, que é o Fulham, mas acredito no trabalho do Marco Silva", acrescentou Jorge Jesus, que terá esquecido que foi precisamente Marco Silva o seu antecessor no Sporting, em 2015.

O agora ex-treinador do Al Nassr foi também confrontado com a surpreendente derrota do Sporting, por 1-2, no prolongamento, diante do Torrense, na final da Taça de Portugal, e recordou a final de 2018, com o Aves, após a invasão à Academia de Alcochete.

"Eu não conheço muito bem a equipa do Torreense, mas as finais... nem sempre os mais fortes ganham. Já passei por isso no Sporting com o Aves, portanto o futebol não é uma ciência exata, num só jogo tudo pode acontecer... e aconteceu", disse Jorge Jesus, que foi igualmente confrontado com a possibilidade de suceder a Roberto Martínez na seleção nacional após o Mundial-2026.

"Não, quem pode dizer que não à seleção? Já disse que não a uma das melhores seleções do mundo, não posso dizer a outra... Não ponho essa hipótese. O Mundial está aí, Portugal precisa de tranquilidade, o selecionador precisa de tranquilidade, não me quero meter nessas barafundas", disse o treinador português que, recorde-se, admitiu ter negado um convite da seleção do Brasil, e foi igualmente confrontado com a possibilidade de voltar a trabalhar com Cristiano Ronaldo, com quem foi campeão na Arábia Saudita.

"O Mundial é o último ano dele na Seleção. É um atleta super dotado. É um grande jogador tecnicamente. Tem 41 anos e joga ao nível que joga. Não porque está na Arábia Saudita, porque a Liga saudita tem grandes jogadores", defendeu Jorge Jesus.