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“Seria difícil e duro terminar com um resultado negativo e uma descida de divisão. Seria impensável. Esta família e estes adeptos não mereciam, de todo, por todas as dificuldades sentidas durante a época. As pessoas não sabem, mas tivemos imensos contratempos e problemas. O facto de este grupo ser tão coeso, unido, trabalhador e ambicioso permitiu-nos estar hoje a celebrar o fim da minha carreira com um sorriso em vez de ter lágrimas nos olhos”, vincou o campeão europeu de seleções por Portugal em 2016.
José Fonte, de 42 anos, falava na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva SportTV, instantes depois do triunfo do primodivisionário Casa Pia sobre o Torreense, recém-vencedor da Taça de Portugal, que tinha empatado 0-0 na receção aos lisboetas na semana passada, na primeira mão do play-off, e falhou o regresso ao escalão principal 34 anos depois.
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“Gestão das emoções? Tranquilo. Estava com vontade de ajudar a equipa, passar a minha energia, ser positivo e entrar (em campo). O mister (Álvaro Pacheco) decidiu ao contrário, mas o importante foi conseguirmos o objetivo. O clube merece estar na Liga e é isso que vou levar”, salientou.
Agradecendo aos familiares, amigos e outras pessoas com quem se cruzou no futebol, José Fonte garantiu que será “para sempre” adepto do Casa Pia, ao qual chegou na época passada, após ter representado 11 clubes, incluindo cinco estrangeiros, em mais de duas décadas no patamar sénior.
Além de Sporting B, Felgueiras, Vitória FC, Paços de Ferreira, Estrela da Amadora, SC Braga e Casa Pia, o defesa atuou pelos ingleses do Crystal Palace, do Southampton e do West Ham, pelos chineses do Dalian Pro e pelos franceses do Lille, num total de seis troféus.
José Fonte ganhou o Euro-2016 e a Liga das Nações de 2019, as primeiras conquistas seniores da história da seleção portuguesa, bem como uma Liga francesa e uma Supertaça gaulesa no Lille, uma Taça das divisões inferiores inglesas ao serviço do Crystal Palace e uma Taça da Liga pelo SC Braga.
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Com 50 internacionalizações e um golo ao serviço de Portugal, o defesa central é o 12.º campeão europeu em 2016 a terminar a carreira, sobrando ainda 11 no ativo, entre os quais o avançado e capitão Cristiano Ronaldo.
“Vou continuar a educar-me e a aprender. Já tenho alguns cursos. Quero continuar a tirar o curso de treinador e outros que me possam enriquecer para estar preparado quando as oportunidades chegarem”, terminou, convicto de que a equipa lusa “tem tudo” para arrebatar o Mundial-2026.
Os golos do espanhol Gaizka Larrazabal (38 minutos) e do ganês Lawrence Ofori (77) garantiram ao Casa Pia a sexta temporada, e quinta consecutiva, no escalão principal, num percurso iniciado em 1938/39.
Os lisboetas tinham terminado a Liga no 16.º e antepenúltimo lugar, à frente dos despromovidos Tondela e AFS, enquanto o Torreense foi terceiro da Liga 2, atrás dos promovidos Marítimo, novo campeão dessa divisão, e Académico de Viseu.
Apesar de continuar no segundo escalão, o clube de Torres Vedras está qualificado para a fase de liga da Liga Europa da próxima época, após ter sido o primeiro de divisões inferiores a conquistar a Taça de Portugal em 86 edições, ao derrotar na final o Sporting (1-2, após prolongamento), então detentor do troféu, no domingo, no Estádio Nacional, em Oeiras.
