Ser o "Special One": "Por vezes é cansativo e até embaraçoso. Não gosto quando entro num restaurante onde não reservei e, magicamente, aparece uma mesa para mim. Penso que se não fosse quem sou, isso não aconteceria. É por isso que não gosto."
Locais preferidos em Milão: "Digo San Siro, porque foi a minha casa e deu-me muitas alegrias. Depois, o hotel Principe di Savoia, porque foi onde fiquei quando cheguei para assinar com o Inter, e, por fim, o Duomo, porque é o local da festa após uma vitória."
Mourinho como pessoa: "Se tivesse de me contar como homem, começaria por um episódio do qual, obviamente, não me lembro. Nasci em casa e, nesse dia, o meu pai, que era futebolista, tinha um jogo. No momento do parto, ele regressou com todos os colegas de equipa, viu-me e depois foi jogar. Quem sabe, talvez seja por isso que decidi ser treinador."
Mourinho como treinador: "Quando o meu chefe (Van Gaal) decidiu deixar o clube para dirigir a seleção neerlandesa, tive de decidir se procurava outro chefe ou se arriscava, entre aspas, assumir uma equipa. Decidi que era o momento de arriscar."
Vitória que mais o orgulha: "A próxima."
Decisão mais difícil da carreira: "Deixar o Inter. Tinha acabado de vencer a Champions, depois do campeonato e da Taça de Itália na mesma época, e tinha sido muito duro. E porque depois fui para o Real Madrid."
Jogo que gostava de repetir: "Fomos eliminados por um golo-não-golo de Luis Garcia (meia-final da Liga dos Campeões de 2005, pelo Chelsea, frente ao Liverpool), com a bola a não entrar. Se houvesse a Tecnologia da Linha de Golo, teríamos vencido e ido à final."
O atual Inter de Milão: "Gosto de muitos jogadores deste Inter, mas nenhum teria jogado na equipa do Triplete. Amo o Lautaro, mas amo o Milito três vezes mais porque estou a falar de um dos homens do Triplete. O Milito foi um dos que mais me deu."
Relação com a crítica: "Sou impermeável. O mais importante é saber o que se é, independentemente dos julgamentos alheios."
Jogar bonito ou para o resultado? "Gosto de quem ganha, não gosto de quem perde. A qualidade dos jogadores é mais importante que as ideias do treinador."
Elegância como treinador: "Não gosto do treinador palhacinho, quando o treinador parece acabado de sair da escola, da discoteca ou do bar com os amigos. No relvado? Vem-me logo à mente Zidane. O Marco Materazzi vai zangar-se comigo, mas ver o Zizou jogar era uma beleza."
Cidade preferida: "A coisa mais importante é estar onde estão as pessoas que amo, pode ser até no deserto do Saara. Mas, para mim, a cidade mais bonita do mundo é Roma."
