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Após ter quebrado um jejum de três temporadas sem a conquista do campeonato, o desafio dos azuis e brancos passa agora por defender com sucesso o troféu e cimentar o lugar no topo do futebol português, tarefa que tem sido historicamente difícil para o clube, que já não vence em épocas consecutivas desde o tri em 2012/13.
Em contraste com o investimento recorde no reforço da equipa realizado na última época, os dragões atravessam agora um período de maior contenção nos gastos, com foco na manutenção dos principais jogadores, ao invés de enveredar novamente por revoluções no mercado de transferências.
É, portanto, um FC Porto mais previsível na forma como se apresenta, fiel à emblemática estrutura 4-3-3 resgatada por Farioli, que exige dos jogadores elevados índices físicos nos duelos e na pressão à saída de jogo adversária, tendo também no aproveitamento das bolas paradas uma das principais armas.
Capitaneados pelo guarda-redes titular da seleção portuguesa, Diogo Costa, os portistas contam com uma sólida dupla de centrais polaca, composta por Kiwior e Bednarek, além dos passes verticais de Pablo Rosario, da intensidade de Gabri Veiga e da irreverência dos jovens extremos Pietuszewski e William Gomes, entre vários outros destaques.
Além do acionamento da cláusula de compra definitiva de Kiwior ao Arsenal, depois de já ter defendido as cores portistas na última época, apenas André Silva (ex-Elche, Esp), Hwang In-beom (ex-Feyenoord, Hol) e João Afonso (ex-Santa Clara) são entradas registadas para o plantel principal em 2026/27.
O regresso do ponta de lança internacional português, a custo zero e dez anos após a saída para o AC Milan, constitui um dos principais motivos de entusiasmo entre os adeptos, numa altura em que Samu continua a recuperar de lesão e apenas deverá regressar à competição em novembro.
Já o sul-coreano Hwang In-beom, que custou 4,5 milhões de euros aos cofres azuis e brancos, surge como substituto direto para Seko Fofana, que regressou ao Rennes após empréstimo, e será uma alternativa a Froholdt para a posição oito, embora apresente um perfil mais técnico e menos físico.
Com um plantel para já semelhante, e que pode sofrer mais ajustes durante o defeso, o FC Porto terá como principal desafio conciliar a Liga, prioridade assumida pelo clube, com o regresso à Liga dos Campeões e ao patamar de exigência que a prova milionária exige, no maior teste à capacidade de gestão física, mental e tática de Farioli até à data.
