Este aumento de uma vaga na Liga dos Campeões (e de cinco para seis equipas no total) deveu-se à ultrapassagem aos Países Baixos na temporada passada, com Portugal a ocupar agora a sexta posição no ranking da UEFA, detalhe que marcará o campeonato que agora vai começar.
Os dois primeiros classificados da Liga apuram-se diretamente para a fase principal da Liga dos Campeões da temporada seguinte (2027/28), enquanto o terceiro terá que passar a terceira pré-eliminatória e o play-off para chegar a essa etapa da Champions.
O vencedor da Taça de Portugal terá entrada direta na fase principal da Liga Europa, o quarto classificado disputará a segunda pré-eliminatória da Liga Europa e o quinto a segunda pré-eliminatória da Liga Conferência.
No caso do vencedor da prova rainha vir a ser um dos primeiros três classificados da Liga, a vaga da entrada direta na Liga Europa sobra para a equipa que terminar em quarto lugar.
Dessa forma, será o quinto classificado da Liga a disputar a segunda pré-eliminatória da Liga Europa e o sexto a segunda pré-eliminatória da Liga Conferência.
A última época em que Portugal colocou três equipas na prova mais importante de clubes da Europa foi em 2023/24, com Benfica (campeão em 2022/23), FC Porto (segundo classificado) e SC Braga (terceiro, teve que ultrapassar duas pré-eliminatórias) a representarem o país.
Só quatro clubes conseguiram intrometer-se na quase total hegemonia dos três grandes na luta pelo acesso à Liga dos Campeões, mas só o Boavista (em 1999/00 e 2001/02) e o SC Braga (2010/11, 2012/13 e 2023/24) chegaram à fase de grupos.
Em 2002/03, os axadrezados falharam novo acesso aos grupos da Champions, fase que então vigorava antes da prova entrar no mata-mata, ao serem derrotados pelos franceses do Auxerre na terceira pré-eliminatória, mesma etapa em que o Vitória SC caiu, em 2008/09, diante dos suíços do Basileia.
O Paços de Ferreira perdeu no play-off com os russos do Zenit, em 2013/14.
Os prémios financeiros para o novo ciclo 2027/30, que começa precisamente na próxima época, ainda não são conhecidos, sendo que, para 2026/27, mantém-se o total de 2,437 mil milhões de euros na Liga dos Campeões (os clubes recebem uma combinação de taxas fixas de participação, bónus de desempenho e pagamentos baseados no mercado e nos coeficientes de cada um).
A qualificação para a fase principal significa o encaixe de 18,6 milhões de euros (ME) para cada clube, uma vitória nesse campeonato vale 2,1 ME e um empate 700 mil euros.
A classificação na fase principal contempla um bónus que varia entre os 275 mil euros (para o último classificado) e os 9,9 ME (primeiro).
A passagem ao play-off dá 1 ME aos clubes, aos oitavos-de-final 11 ME, aos quartos 12,5 ME, às meias 15 ME e à final 18,5 ME, cabendo ainda mais 6,5 ME ao vencedor.
A UEFA distribui ainda 565 milhões de euros e 285 milhões de euros aos clubes que disputam a Liga Europa e a Liga Conferência, respetivamente.
A entrada direta na fase de liga da Liga Europa vale 4,3 ME, uma vitória dá 450 mil euros e um empate 150 mil euros, sendo que a conquista da competição vale 6 ME ao campeão (que acrescem aos 7 ME pela presença na final).
A presença na fase de liga da Liga Conferência vale 3,1 ME (400 mil euros por vitória e 133 mil euros por empate) e o vencedor da terceira prova da UEFA ganha 3 ME (mais 4 ME pela presença na final).
Há ainda a considerar o prémio do valor pilar, que está associado ao volume de mercado do respetivo país e ao coeficiente do clube no ranking da UEFA a cinco e 10 anos para as partes europeia e não europeia, respetivamente.
