Liga Portugal: As declarações dos treinadores após o Casa Pia-Torreense (2-0)

Luís Tralhão, treinador do Torreense
Luís Tralhão, treinador do TorreenseCARLOS BARROSO/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Casa Pia – Torreense (2-0), da segunda mão do play-off de acesso à Liga Portugal, disputado esta quinta-feira no Estádio Municipal de Rio Maior.

Recorde as incidências da partida

Álvaro Pacheco (treinador do Casa Pia):

“Sabíamos que iam ser dois jogos muito equilibrados. O Torreense fez uma época muito boa. Pelo desempenho e pela conquista da Taça. Sabíamos que tínhamos de ser muito inteligentes na abordagem ao jogo. 

O Torreense, pela conquista, vinha abordar o jogo mais tranquilo, mas sabíamos que, colocando o ritmo mais alto, ia ser vantajoso para nós. Pelo que foi o desempenho da primeira parte, podíamos chegar ao intervalo com uma margem mais dilatada. Fomos inteligentes a gerir a segunda parte.

Pelo que foi a época, foi muito merecido. Pelos dois jogos, as duas equipas mereciam estar na Liga.

Não houve uma única palavra do que vai ser a próxima época. O foco foi conquistar a permanência o mais rapidamente possível. Hoje vamos desfrutar um bocadinho e depois planear.

Gostava que o José Fonte tivesse uma despedida diferente, mas as necessidades do jogo não me deixaram ter essa possibilidade. O legado que deixou foi o privilégio de o treinar. Deixa um legado fantástico. Pena não poder jogar, mas teve um papel muito importante. Não é só o que joga, mas o que passa fora das quatro linhas. 

Acredito que para a próxima época vamos estar cá e a fazer coisas bonitas.

Vamos continuar aqui (em Rio Maior) na próxima época, mas vai haver novidades para breve. É importante. Os clubes da Liga têm de dar esse crescimento. Têm de ter um estádio próprio. É fundamental para o campeonato, uma vez que é diferente jogar aqui e jogar em casa (em Lisboa, no Estádio Pina Manique).

O mérito da manutenção é também dos antecessores (João Pereira e a equipa técnica Gonçalo Brandão e Alexandre Santana).

(Sobre o risco de perder Larrazabal, autor do primeiro golo do jogo) Temos um jogador no futebol português em final de contrato... Já tentei renovar. Não sei onde estão os clubes grandes. Não entendo. Este homem joga muito”.

Luís Tralhão (treinador do Torreense):

“O que vai na alma de toda a gente é o orgulho pelo que fizemos. Era impensável, há uns meses, estarmos nesta posição. É uma frustração por não termos conseguido subir de divisão.

Um dos nossos objetivos era voltar à Liga. Não fomos inferiores ao Casa Pia nos dois jogos. Quem viu os dois jogos percebeu que a nossa equipa podia ter ganhado lá, era justo, e hoje, a ideia que fica é que se tivéssemos marcado primeiro o rumo do jogo podia ter sido diferente.

Estive muito focado nos últimos 16 dias em autênticas finais. Não tive tempo para pensar no futuro. Eu tenho vontade, o clube também já manifestou essa vontade. É uma questão de falar e acertar (sobre a renovação de contrato).

Não estivemos nas mesmas condições. Tem de se repensar isso. Devia haver alguma sensatez. Não entendo e não é uma situação justa. Tanto digo isto para o Torreense como para outra equipa qualquer. Fazer três jogos (dois do play-off e a final da Taça de Portugal) no espaço de oito dias é uma situação que tem de se avaliar e refletir.

Mesmo que tivéssemos os dias todos de descanso, não era certo que íamos passar esta eliminatória. O que me orgulha é uma equipa do segundo escalão, com dois jogos superequilibrados e que, na maior parte do tempo, creio que foi melhor, mostrar que tínhamos futebol para jogar na Liga. Quero dar os parabéns ao Casa Pia porque fez uma eliminatória muito competente.

Não trocava rigorosamente nada (a subida pela Taça de Portugal). O nosso objetivo era o campeonato, mas a conquista da Taça de Portugal fez ver que é possível atingirmos sonhos. São imagens que vão ficar na minha memória e na de milhares de pessoas. Inspirámos muita gente em Portugal e também lá fora. Tenho um orgulho brutal nestes rapazes.

Os olhos vão estar postos em nós (na próxima época) e vai ser um desafio tremendo jogar na Liga 2 e jogar a meio da semana na Liga Europa. Vai ser um caso de estudo. 

Em janeiro acreditei que podíamos subir de forma direta. É uma época histórica no clube”.

Leia a crónica do Flashscore

Futebol