A proposta apresentada pela Liga Portugal e levada a votação esta segunda-feira foi aprovada com 80 por cento dos votos a favor.
"A chave de repartição resulta de um longo trabalho de estudo e diálogo com todas as Sociedades Desportivas, tendo como princípios estruturantes a equidade, a meritocracia, a transparência desportiva, o alinhamento estratégico e a valorização sustentada das competições profissionais", pode ler-se no comunicado da Liga Portugal.
"A sua aprovação representa um marco histórico no processo de centralização dos direitos audiovisuais em Portugal, concretizando uma etapa fundamental de um projeto transformador para o futuro do Futebol Profissional", acrescenta a nota.
O modelo de distribuição, apresentado no final de 2025, prevê que 90% do montante total seja destinado aos clubes da Liga Portugal. Os restantes 10% serão para os emblemas da Liga 2.
No escalão principal, a distribuição das verbas vai ser definida por cinco critérios e a maior fatia está ligada ao sucesso desportivo, uma vez que 44,2% do valor será alocado em função da posição final no campeonato, do histórico de classificações e da contribuição para o ranking da UEFA.
Haverá ainda 33,2% repartidos pelos clubes em partes iguais, enquanto os restantes critérios incluem em parcelas mais pequenas as assistências médias nos estádios e as audiências televisivas (17,6%), as condições proporcionadas para as transmissões (cerca de 3%) e a qualidade dos relvados, da iluminação e das condições para o trabalho da comunicação social (1%).
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"A chave de repartição deverá ser objeto de avaliação e discussão em cada novo ciclo, acompanhando a evolução do mercado, das competições e das necessidades estratégicas do setor", continua a publicação da Liga Portugal.
Recorde-se o Nacional da Madeira tinha colocado em cima da mesa uma proposta alternativa, mas a SAD madeirense não foi acompanhada por nenhuma outra e o recurso acabou por ser chumbado.
Os presidentes de Benfica, FC Porto e Sporting não marcaram presença na reunião, e entre os dirigentes presentes estiveram António Salvador, presidente do SC Braga, Rui Alves, presidente do Nacional, Carlos André Gomes, do Marítimo, Paulo Lopo, do Estrela da Amadora, Miguel Ribeiro, do Famalicão, e José Miguel Albuquerque, do Alverca.
