Liga Portugal: Custódio e a "tanga" das fontes, Ian Cathro quer dar "o próximo passo"

Custódio Castro, treinador do Alverca
Custódio Castro, treinador do AlvercaMIGUEL A. LOPES/LUSA

Declarações após o jogo Alverca-Estoril Praia (1-1), da 33.ª jornada da Liga Portugal, disputado este domingo em Alverca.

Recorde as incidências da partida

Custódio Castro (treinador do Alverca):

“Fizemos uma boa primeira parte. Jogámos contra uma boa equipa, difícil, que acaba por ter alguma qualidade técnica dos jogadores que lhe garante mais posse de bola. Fizemos o golo, podíamos ter feito mais a fechar o primeiro tempo, mas entrámos mal na segunda parte, com um golo um pouco consentido.

Quando colocámos o Ikker Julian, que se estreou, e o Felipe Lima, eles deram energia à equipa. Lutaram muito por isso estou muito feliz pela atitude. Criámos aqui um grande grupo de jogadores e de homens.

São o presente e futuro do Alverca e se olharmos para o que fizeram é muito bom. Também é bom o reconhecimento dos adeptos, que me deixa muito feliz, porque trabalhámos todos muito para deixar o Alverca na  Liga.

(Último jogo em casa como treinador do Alverca?) O último jogo não será, porque ainda temos sempre o jogo com o Famalicão. Muitos jornalistas já sabem que não falo para fora. Às vezes dizem-me sei de fonte segura que isso para mim é tanga. Não existe nada de outros clubes. É mentira, e têm de ver melhor as fontes.

Para mim o reconhecimento é o mais importante. Dinheiro nenhum neste desafio que me foi feito vale tanto como o reconhecimento dos adeptos no fim. A próxima época é a próxima época”.

Ian Cathro (treinador do Estoril Praia):

“Não sei dizer se o resultado é justo ou injusto. Devíamos ter mais dez pontos e não temos e se choro e digo que é injusto sou um chorão. Não vale a pena. Um jogo de futebol é como muita coisa na nossa vida. Temos que viver e trabalhar na realidade. Ver o que está à nossa frente e ter capacidade de acordar amanhã e ter soluções para melhorar porque temos de melhorar muito.

(Significado de ter dito na antevisão que não queria fazer três pré-épocas no Estoril) O normal nestes clubes é que se aposta numa equipa técnica e em jogadores e todos trabalham juntos para garantir a manutenção, receber o dinheiro da Liga e vender jogadores. Fecha-se o livro, chegamos a dia 01 de julho e vêm outros. Acho que não é o melhor. Temos que olhar para o futuro.

Só posso falar do primeiro objetivo que era criar mais estabilidade e tirar o medo de descer de divisão e acho que o conseguimos. Na próxima época temos de dar um passo em frente, porque quando fazemos as mesmas coisas, não podemos esperar resultados diferentes. Vamos ver se conseguimos dar o próximo passo”.

Leia a crónica do Flashscore