Petit (treinador do Santa Clara):
"Acho que fizemos um jogo bem conseguido. Não só na segunda parte, mas desde o início, apesar da lesão do Pedro Ferreira.
A primeira oportunidade de golo é nossa, com o Gabriel. Conseguimos chegar ao último terço, mas o último terço por vezes é caro. É como querer comprar um apartamento à beira-mar. Fica mais caro. E o último terço no futebol, com as tomadas de decisão, é caro.
O SC Braga acaba por fazer um remate à baliza nos 90 minutos e acaba por fazer um golo. Ao intervalo, corrigimos alguns posicionamentos, onde podíamos pressionar mais alto, onde podia haver espaços. Acabámos por fazer dois golos, mas, antes, também o poderíamos ter feito.
A pressão tem de existir sempre. É uma pressão positiva. É o que mais gostamos de fazer. É o futebol. Sabendo da posição que ocupávamos, mas também sabendo que dependíamos muito daquilo que é o nosso trabalho. Conseguidos estes três pontos, não está matematicamente resolvido, mas estamos mais perto (da manutenção)”.
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
"Com 0-1, e da forma pouco controlada como o jogo estava, creio que não dava para pensar noutra coisa que não seja continuar a lutar para obter a vitória.
Em nenhum momento falámos sobre a Liga Europa. Só falámos de preparar este jogo da melhor forma possível. Fizemos alterações no ‘onze’, talvez fosse expectável, mas fizemos de forma muito consciente, porque tínhamos jogadores que vinham de uma acumulação extraordinária de minutos e jogos.
Não deu para ganhar. Há detalhes que temos de evitar para competir melhor em determinadas fases do jogo. São detalhes que nos custaram caro. É dar os parabéns ao Santa Clara e continuar.
Nas duas ações, temos de perceber melhor as situações para evitar os dois golos. Um em saída, em que errámos pela terceira vez consecutiva em pouco espaço de tempo e que acaba por dar o golo ao adversário. O outro lance foi uma jogada de jogo direto que aconteceu muito durante o encontro, onde temos de ser mais efetivos na segunda bola".
