Limitação de mandatos é "reflexão a ser feita", diz presidente da MAG do FC Porto

António Tavares, presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto
António Tavares, presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC PortoFC Porto

O presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto, António Tavares, afirmou esta quinta-feira que a revisão dos estatutos com vista à limitação de mandatos na liderança é uma "reflexão a fazer", uma vez resolvidas outras "prioridades".

O também provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto assumiu que já houve uma "troca de ideias" sobre uma eventual proposta de alteração com o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, defensor do limite a 12 anos (três mandatos), sem que tenham existido mais desenvolvimentos até ao momento.

"Já houve uma troca de ideias. É óbvio que, neste momento do FC Porto, há um conjunto de prioridades que ainda não permitiram esta reflexão, porque é necessário que esta seja feita. Independentemente da vontade do presidente, é algo que também vai impactar a liderança e o futuro do clube. Portanto, merece toda essa reflexão", explicou aos jornalistas, à margem da entrega das medalhas municipais do Porto, em que foi um dos agraciados, no salão nobre dos Paços do Concelho.

Entre os 28 distinguidos, estiveram ainda outras duas personalidades ligadas aos azuis e brancos: o ex-futebolista e diretor do futebol Jorge Costa, a título póstumo, e José Matos Fernandes, que também já liderou a MAG portista.

Villas-Boas, homenageado com a medalha de honra municipal, não esteve presente por se encontrar em período de férias e terá a sua entrega alterada para uma data posterior, tal como Carla Moreira, atleta de boccia dos dragões.

"É um orgulho, significa que a cidade reconhece o trabalho do FC Porto, ao nível dos atletas, mas também dos seus dirigentes. Poder estar aqui, também na qualidade de presidente da MAG do FC Porto e ver este reconhecimento, num ano em que o clube foi tão importante para a cidade e deu tantas alegrias aos portuenses. É a prova de que o clube e a cidade estão ligados por um cordão umbilical, isso é inevitável", expressou António Tavares.

O dirigente reforçou ainda a necessidade de o FC Porto se manter como um clube de associados, conforme tem sido frisado por Villas-Boas em declarações recentes.

"Clubes que não são de associados, ou seja, de empresários ou empresas, passam para as mãos dos empresários ou empresas não conseguem, muitas vezes, manter a sua identidade, não conseguem manter-se muitas vezes. Vimos o que aconteceu com clubes históricos em Portugal, como o Belenenses, que muitas vezes desaparecem. É fundamental que cada sócio do FC Porto sinta que o clube é um pouco seu", defendeu.

Por fim, António Tavares destacou o atual bom momento das relações institucionais entre o clube e a autarquia, destacando o papel do FC Porto enquanto instituição de utilidade pública e embaixador da cidade.

"É muito importante, desde logo pela gestão das suas infraestruturas, que a Câmara Municipal do Porto esteja alinhada com o clube. Penso que agora a relação é saudável e as duas partes compreendem os objetivos e contributos que cada uma pode dar", concluiu.