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Depois de três jornadas sem vencer, os alarmes não soaram em Moreira de Cónegos. A solidez do projeto e a confiança em Vasco Botelho da Costa ajudaram o clube a manter a tranquilidade necessária para vencer (1-3) o Estoril Praia e encarar os dois jogos antes da pausa - Estrela, em casa, e Sporting, fora - de outra forma.
Como é habitual, o mercado fez alguns estragos na equipa de Vasco Botelho da Costa, mas também trouxe caras novas que, semana após semana, começam a afirmar-se nos relvados da Liga Portugal.
Com uma média de 22,61 anos, o Moreirense faz uso da juventude para obter resultados e o conjunto minhoto começa a colher os frutos da aposta em jogadores formados nos candidatos ao título, mas sem espaço nas respetivas equipas principais.

Grandes unidos em Moreira de Cónegos
André Ferreira (30), Maracás (32) e Kiko Bondoso (30) são os únicos jogadores na casa dos 30 anos a compor a equipa principal do Moreirense.
A aposta na juventude é, há muito, uma visão clara da direção dos cónegos, mas a temporada 2026/27 começa a apresentar-se como a oportunidade ideal para vários jovens brilharem na sua primeira época consistente na Liga Portugal.
No plantel do Moreirense, há jogadores formados no Benfica, FC Porto, Sporting e SC Braga que ainda procuravam o seu espaço no primeiro escalão e o Moreirense aproveitou essa janela e abriu as portas do Parque Joaquim de Almeida Freitas a nomes como Tiago Andrade (21 anos) e Manuel Mendonça (21 anos), que já começam a destacar-se nas opções de Vasco Botelho da Costa.

O extremo proveniente do FC Porto é o exemplo mais recente. A exibição frente ao Estoril foi mais uma demonstração do seu potencial, com direito a distinção de homem do jogo pelo Flashscore, tendo conseguido uma nota de 8.7. O avançado português marcou nessa partida e voltou a deixar a sua marca numa equipa que tem encontrado na sua irreverência uma arma para criar desequilíbrios no último terço.

Tiago Andrade procura agora dar continuidade ao percurso iniciado na formação portista e o Moreirense representa uma oportunidade para ganhar a regularidade e a experiência competitiva difíceis de encontrar num clube da dimensão do FC Porto. Os dois golos e uma assistência na Liga até ao momento ajudam a ilustrar o impacto que começa a ter na equipa minhota.
O antigo jogador do FC Porto não está sozinho nesta missão. Manuel Mendonça, ligado ao percurso de formação do Sporting, também tem vindo a ganhar protagonismo nas últimas semanas, aproveitando a lesão de João Veloso, cedido pelo Benfica, para cimentar a sua posição entre as opções de Vasco Botelho com dois golos marcados.

Apesar dos recentes problemas físicos, o próprio João Veloso foi dos primeiros reforços de verão a destacar-se em Moreira de Cónegos. Depois de várias temporadas no Benfica Campus, onde percorreu diferentes escalões de formação e chegou a estrear-se pela equipa principal, o médio foi cedido aos cónegos até ao final da época. Um golo e duas assistências na Liga são sinais da contribuição do algarvio de 21 anos.

A estes nomes junta-se Leonardo Vonic, embora com um percurso diferente. O avançado chegou por empréstimo do FC Porto, depois de apontar 14 golos em 40 jogos pelo FC Porto B nas duas últimas temporadas. Formado no Nuremberga, o ponta de lança procura agora transportar a capacidade goleadora demonstrada na Liga 2 para o principal escalão, dando uma solução ofensiva que o plantel minhoto procurava desde a saída de Schettine.
Aos nomes mencionados juntam-se ainda os defesas Leandro Santos e Francisco Domingues (Benfica) e Gilberto Batista (Sporting).
A presença de jogadores com formação nos principais clubes portugueses não se esgota, contudo, nos três grandes. A ligação entre o Moreirense e o SC Braga, reforçada na figura do capitão Dinis Pinto, é mais um exemplo da identidade do projeto.

Entre jogadores já integrados nas opções habituais e outros que procuram conquistar o seu espaço, Vasco Botelho da Costa tem à disposição um conjunto de jovens com diferentes percursos, mas que veem no Moreirense uma rampa de lançamento para a afirmação no futebol português. Resta perceber até onde poderá chegar esta geração.
Com o mercado de janeiro a aproximar-se, os exemplos do passado aconselham a preservar a base do plantel para transformar uma equipa cheia de potencial, dos jogadores à equipa técnica, em rendimento dentro de campo. Afinal, a época ainda nem chegou a meio...

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