Recorde as incidências do encontro
A meio de uma eliminatória europeia, Carlos Vicens assumiu o risco e repetiu a fórmula da época passada. As seis mexidas no onze inicial, num palco sempre difícil como o de Moreira de Cónegos, não garantiam sucesso imediato para os arsenalistas, mas, depois da entrada em falso na temporada passada, não se podia dizer que a equipa bracarense não estava avisada para os perigos desta gestão numa fase inicial do campeonato.

Bom futebol e má notícia em Braga
Apesar das alterações, o SC Braga entrou com tudo e, depois da primeira ameaça, num livre direto de Ricardo Horta (3'), inaugurou mesmo o marcador, por intermédio de Fran Navarro (6'). O espanhol, uma das novidades no onze, recebeu com classe um passe longo de Vítor Carvalho e finalizou de pé esquerdo, por baixo dos braços do guardião do Moreirense.
Uma das boas equipas da última temporada, o Moreirense começou a nova época com a pressão aliviada por Vasco Botelho da Costa, que garantiu que o objetivo do clube continua a passar pela manutenção. Ainda assim, a pronta resposta dos cónegos, que voltaram a apresentar o futebol positivo de 2025/26, deixou desde cedo provas de que a equipa tem argumentos para mais. Nile John (8') fez o 1-1 num remate potente, de pé esquerdo, fora do alcance de Bernardo Fontes.
O início foi frenético e o ritmo não baixou depois do susto para ambas as equipas. Sem medos, SC Braga e Moreirense fizeram pelo resultado e Diogo Travassos (23') quase teve um regresso feliz à casa da época passada, não fosse a defesa atenta de André Ferreira.
O jogo estava bom e recomendava-se.
Bernardo Fontes não ficou atrás do seu colega de posição e negou a reviravolta a Francisco Domingues (37') e Parsemain (39'). Ao intervalo, só havia uma má notícia e era para o SC Braga: Arrey-Mbi saiu lesionado, com queixas na coxa esquerda, e estava, pelo menos para já, em dúvida para o jogo com o Dínamo Minsk.

SC Braga deixou o modo poupança
Para evitar o cenário da época passada, ficou claro que o SC Braga tinha de voltar a subir o ritmo e, sobretudo, o nível defensivo. Sem poupanças, Vicens lançou Víctor Gómez e Ricardo Horta (48'), e o capitão deu o sinal à equipa. O remate de pé esquerdo saiu ao lado, mas foi suficiente para mostrar que os arsenalistas iam rapidamente à procura do segundo golo.

Ao contrário do que aconteceu na primeira parte, o Moreirense deixou de conseguir dividir o jogo e o SC Braga foi ganhando espaço para explorar o talento ofensivo. A insistência acabou por dar frutos aos 68 minutos, quando Pau Victor foi oportuno, aguentou a carga e colocou a bola por cima de André Ferreira para fazer o 1-2.
Vasco Botelho da Costa assumiu o risco com as entradas de Stjepanovic, João Veloso e Yan Lincon e acabou por ser recompensado pela aposta. O Moreirense foi ficando mais exposto perante um SC Braga que parecia ter o jogo controlado, mas os cónegos acreditaram até ao fim e João Veloso, já no período de descontos, saiu do banco para fazer o 2-2. Vicens arriscou na gestão, viu a equipa estar duas vezes na frente, mas sai de Moreira de Cónegos com a sensação de déjà-vu.
Homem do jogo Flashscore: Tiknaz (SC Braga)
