Recorde as incidências do encontro
Os adeptos de SC Braga e Vitória SC aguardavam esta segunda-feira como poucas vezes este ano. O dérbi do Minho, um dos mais escaldantes do futebol português, promete sempre espetáculo, nem que seja nas bancadas, mas a Pedreira foi aquecendo aos poucos para este duelo histórico entre dois eternos rivais.

Dérbi foi aquecendo aos poucos
No regresso à Liga Portugal após duas jornadas de ausência, o SC Braga apresentou-se com três mexidas no onze. Sem o capitão Ricardo Horta, ausente por lesão, Sergio Barcia, Travassos e Dorgeles entraram para os lugares de Bajrami, Diego e Fran Navarro. Do lado vitoriano, não havia motivos para alterações, uma vez que o primeiro triunfo da temporada tinha surgido na ronda anterior.
Aos 4 minutos, Óscar Rivas viu o primeiro amarelo do duelo. Um mau presságio para um dérbi, mas o espanhol foi capaz de conter o ímpeto e respondeu bem aos pedidos de calma de Samu Silva, que fez, aos 20 minutos, o primeiro remate com algum perigo do Vitória SC. A bola passou ao lado da baliza de Bernardo Fontes.
Aos poucos, o SC Braga passou a impor o seu jogo. Com bola, a equipa de Vicens gelou a partida e obrigou o Vitória SC a baixar linhas. Oliwier Zych quase entregava o ouro ao bandido quando se atrapalhou com a bola nos pés, mas acabou por corrigir a tempo de evitar cometer penálti sobre o jogador brasileiro.
Nas contas da primeira parte, os arsenalistas lamentavam a falta de um fator decisivo na sua frente de ataque. Pau Víctor dominou mal uma bola que podia ter finalizado e Víctor Gómez (34') acertou com força no poste, numa incursão pelo flanco após um bom passe do Dorgeles.
A fechar a primeira parte, uma boa defesa de Zych, na sequência de remate de Pau Víctor, manteve o jogo a zeros, mas do lado bracarense a maior preocupação era o esgar de dor de João Moutinho, com queixas no rosto após choque com um colega. André Narciso mandou toda a gente para os balneários, mas o capitão bracarense recuperou e foi capaz de voltar para o segundo tempo.

Diego cumpriu a promessa
O dérbi tinha aquecido com o passar dos minutos, mas faltou sempre algo para acender definitivamente o rastilho e agitar as bancadas e os próprios jogadores. Esse "algo" podia ter aparecido quando André Narciso assinalou grande penalidade sobre Pau Víctor, mas a longa análise do VAR detetou um fora de jogo do avançado espanhol e tirou a João Moutinho a possibilidade de abrir o marcador desde a marca dos 11 metros.
A partir dos bancos, Vicens e Tiago Margarido tentaram lançar aquela chama que faltava na Pedreira. O treinador do Vitória SC apostou no físico da sua equipa, com as entradas de Oumar Camara e Beni Mukendi, enquanto o técnico espanhol estreou na Liga os reforços Tommy Marqués e Milosevic, que teve uma grande ocasião aos 73 minutos, quando, isolado por Travassos, permitiu a intervenção de Oliwier Zych.

Apesar dos nomes e dos reforços (o Vitória SC também estreou Victor Andersson), foi outro jogador a sair do banco para decidir o dérbi. Diego Rodrigues (79'), que nasceu e fez parte da formação em Guimarães, foi o único a reagir à passividade da defesa vitoriana e, de pé esquerdo, fez o golo mais importante de uma carreira que promete muito e entregou a primeira vitória do SC Braga no campeonato.
Homem do jogo Flashscore: Diego Rodrigues (SC Braga)

