15 minutos à Benfica: Águias vencem Nacional na Luz

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Schjelderup abriu o ativo na Luz
Schjelderup abriu o ativo na LuzPATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

O Benfica regressou às vitórias na receção ao Nacional (2-0), resolvendo cedo com uma entrada forte, mas baixando o ritmo na segunda parte. Schjelderup (3') e Rafa Silva (14') anotaram os golos das águias, com bis de assistências para Prestianni.

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As notas individuais dos onzes iniciais
As notas individuais dos onzes iniciaisFlashscore

Depois da noite cinzenta frente ao Casa Pia, que, nas palavras de José Mourinho, terá levado consigo a última réstia de esperança encarnada na luta pelo título, o Benfica regressou à Luz com a obrigação de reagir e não demorou a mostrar ao que vinha.

Perante um Nacional em luta pela manutenção, o Special One mexeu em três peças no onze, com as entradas de Dedic, Leandro Barreiro e Prestianni, e foi precisamente um dos rostos novos a agitar o jogo desde cedo.

15 minutos à Benfica

Aos três minutos, o Benfica entrou praticamente a ganhar. Prestianni, irreverente e sem medo de assumir o jogo, acelerou a circulação e encontrou o espaço certo para lançar a jogada que acabaria nos pés de Schjelderup. O norueguês, frio e oportuno, não desperdiçou e colocou as águias na frente, dando o primeiro sinal de uma noite que começava a ganhar forma desde muito cedo.

O segundo golo nasceu dessa mesma energia. Aos 14 minutos, Prestianni voltou a aparecer no corredor direito, desta vez a ganhar no duelo direto com Zé Vítor, insistindo até levar a melhor num lance de esforço e crença. Depois de deixar o adversário pelo caminho, levantou a cabeça e serviu Rafa com precisão, oferecendo-lhe o momento perfeito para ampliar a vantagem.

Pelo meio, o Nacional ainda resistia como podia. Zé Vítor evitou o golo de Rafa aos nove minutos, mas a pressão alta do Benfica, mais confiante com bola e agressivo na recuperação, não dava espaço para respirar à turma de Tiago Margaridio. Os encarnados empurravam o adversário para trás, forçando erros e acumulando ocasiões.

Até ao intervalo, o domínio foi total. Prestianni ainda acertou no ferro aos 40 minutos, Pavlidis ameaçou aos 42' e Rafa voltou a estar perto de marcar, mas Zé Vítor, novamente, evitou males maiores aos 44'. Do outro lado, Trubin era um espectador privilegiado de um autêntico vendaval ofensivo.

Posição média dos jogadores do Nacional no primeiro tempo
Posição média dos jogadores do Nacional no primeiro tempoOpta by Stats Perform, PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Nacional mais atrevido

A segunda parte trouxe um cenário completamente diferente. O Nacional regressou com outra atitude, mais solto e atrevido, e conseguiu finalmente aproximar-se da baliza encarnada com algum perigo. Ainda assim, Trubin manteve-se sempre seguro, transmitindo tranquilidade sempre que foi chamado a intervir.

Aos 54 minutos, o guarda-redes ucraniano evitou o golo de José Gomes com uma defesa atenta, num dos primeiros sinais de crescimento da equipa insular. O Benfica, que até então controlara o jogo com autoridade, começava a perder algum fulgor e a permitir mais iniciativa ao adversário.

Dois minutos depois, os encarnados deram uma resposta e tiveram a oportunidade de sentenciar praticamente a partida. Schjelderup foi travado por Léo Santos dentro da área e Fábio Veríssimo apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a converter, o Benfica desperdiçou a ocasião, com Kaíque Pereira a negar o terceiro golo e a manter o Nacional vivo no encontro.

O jogo entrou então numa fase mais partida, com o Benfica menos pressionante e menos ligado, e o Nacional a acreditar que podia discutir o resultado. Aos 68 minutos, Chuchu Ramírez ainda introduziu a bola na baliza, mas o lance foi anulado por falta anterior sobre Pavlidis, travando o momento dos visitantes.

As principais estatísticas e destaques da partida
As principais estatísticas e destaques da partidaOpta by Stats Perform

Aos 76', Jesús Ramírez voltou a testar Trubin, desta vez com um remate à entrada da área, mas o guardião encarnado respondeu sem dificuldades, confirmando uma exibição segura apesar do crescimento adversário.

Com o passar dos minutos, tornava-se evidente a quebra do Benfica. A equipa baixou linhas, perdeu intensidade e deixou o Nacional jogar, permitindo aproximações mais frequentes à sua área, algo que não se tinha visto na primeira parte.

Já perto do final, aos 85 minutos, Kaíque Pereira voltou a brilhar, desta vez na outra baliza. O guarda-redes travou Ivanovic e, na recarga, voltou a negar o golo a Leandro Barreiro, tendo ainda tempo para evitar mais um sobressalto pouco depois, segurando o resultado e evitando números mais pesados.

Melhor em campo Flashscore: Prestianni (Benfica)