Recorde aqui as incidências do encontro
O bom momento de forma e o arranque positivo de Vítor Severino no comando arouquense levaram o treinador a manter a confiança no onze base, fazendo apenas uma alteração com a entrada de Mateo Flores no lugar de Pedro Santos. Do lado madeirense, João Henriques fez a estreia ao comando com os mesmos intervenientes que selaram o regresso aos triunfos na receção ao SC Braga, resultado conseguido sob a batuta do interino Bruno Abreu.

A possibilidade de subir ao quarto lugar motivou os anfitriões a uma entrada forte, embora sem levar grande perigo junto da baliza de Renato Marín. Os insulares conseguiram equilibrar o tabuleiro e mostrar que estavam ativos na partida, mas também não conseguiam incomodar Ignacio de Arruabarrena. Aliás, o melhor lance dos madeirenses surgiu numa combinação entre Markus Jensen e Miguel Baeza, com o espanhol a bailar na área antes de rematar para um grande corte de Espen van Ee.

O Arouca voltou a tomar controlo das incidências depois da meia hora. Djouahra era o mais inconformado apesar de o intervalo ter chegado sem qualquer lance de perigo. O tempo estava bom, o jogo estava fluido - praticamente não houve paragens -, mas faltava algo de especial para dar vida à partida.

Os técnicos estavam satisfeitos com o rendimento das respetivas equipas e não fizeram alterações para a segunda parte. A pausa para assistência a Chico Gonçalves frenou o ritmo, com José Fontán a tentar dar uma sapatada na monotonia com um remate do meio da rua que não passou longe e Vítor Severino tentou mexer com a entrada de Pablo Gozálbez para o lugar de Fukui.
Finalmente, aos 64' minutos, os homens da casa desataram o nó: num livre lateral, Djouahra bateu de forma tensa para a área, o capitão Tiago Esgaio - que esta semana renovou contrato - afastou-se do esférico e enganou a defesa e Matheus Dias acabou por desviar para a própria baliza, traindo Renato Marín. O tento inaugural fez precipitar o jogo dos bancos, com uma tripla alteração por parte dos madeirenses, enquanto Dylan Nandín foi a jogo na equipa da casa e ficou perto de assistir para o segundo, mas o remate acrobático de Mateo Flores saiu por cima da trave.
O resultado só não se alterou até ao apito final graças às intervenções decisivas dos guarda-redes. Renato Marín negou Dylan Nandín, depois foi Arruabarrena a segurar os três pontos no cara a cara com José Vítor, antes de o guardião insular voltar a ser chamado a intervir para travar os remates de Nandín e Lee Hyunju.
Melhor em campo Flashscore: Nais Djouahra (Arouca).




