Depois de dois anos consecutivos a apresentar prejuízo (17,4 milhões de euros em 2020/21, e 35 milhões de euros em 2021/22), a SAD do Benfica voltou a apresentar um resultado positivo. Ainda assim, fica aquém dos 41,7 milhões de euros de lucro apresentados em 2019/20.
Em termos de rendimentos operacionais foram apresentados 284,7 milhões de euros, com a principal rúbrica a ser a transação de atletas que ficou nos 88,9 milhões de euros. Nota também para o aumento nos prémios da UEFA (74,3 milhões de euros) e na bilhética (33,9 milhões de euros).
No lado dos gastos os destaques vão para o aumento em fornecimentos e outros serviços (82 milhões de euros) e também os gastos com pessoal que cresceram, passando a ser de 114,7 milhões de euros.
O ativo está agora nos 557,8 milhões de euros, enquanto o passivo se encontra nos 444,6 milhões de euros.
"Esta evolução é explicada pelo crescimento das receitas nos três segmentos (Media TV, Matchday e Commercial), sendo de destacar o efeito positivo do desempenho desportivo na Liga dos Campeões", sublinhou a Benfica SAD.
Já o resultado com transações de direitos de atletas superou os 63,7 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 53,2% face ao valor de 41,6 milhões de euros alcançado no período homólogo.
"As principais transações ocorridas nos dois últimos exercícios estão influenciadas pelo facto de serem relativas a jogadores que representaram investimentos elevados na aquisição dos respetivos direitos e aos quais estavam associados compromissos com terceiros", vincaram as águias.
