Recorde aqui as incidências do encontro
Os rivais FC Porto e Benfica já tinham vencido e o SC Braga, que pelo menos neste início de época deve ser tido em conta, também fez o mesmo em Alverca, pelo que o Sporting estava impedido de relaxar, mesmo sabendo que, a meio da próxima semana, começa a fase regular da Liga dos Campeões com uma receção ao Galatasaray. Rui Borges deu um sinal claro e manteve a equipa que goleou o Rio Ave frente a um Nacional que apresentou precisamente no banco a grande mudança, com Bruno Abreu a assumir o papel de interino após o despedimento de João Gião, ex-Sporting B.

Sorri, estás a ser filmado
Se o onze era o mesmo, a ideia era também repetir a primeira parte demolidora da equipa leonina em Vila do Conde, mas a inspiração do conjunto de Rui Borges não foi a mesma, também por mérito de Renato Marín, que foi adiando ao máximo o primeiro golo do Sporting.

Sem entusiasmar, mas num domínio completo, os leões ameaçaram com dois remates de Zalazar ao lado, mas sobretudo num disparo de Geny (26'), que obrigou o guarda-redes espanhol à primeira grande intervenção da noite.
No entanto, não deu para adiar mais. Numa boa incursão de Maxi Araújo pelo corredor central, o uruguaio foi travado de forma clara por Léo Santos e sofreu grande penalidade. Luis Suárez (32') não tremeu, bateu Renato Marín e fez um sorriso bem rasgado para as câmaras. Uma resposta à altura depois das questões feitas a Rui Borges na conferência de imprensa.
O colombiano foi, efetivamente, o primeiro motivo de felicidade em Alvalade. Ainda sem treinador, o Nacional fez o que pôde e limitou ao máximo o jogo ofensivo da equipa de Rui Borges, obrigada a procurar os corredores e com dificuldades para entrar em zonas de finalização. Quando o conseguia fazer, continuava a encontrar Renato Marín pela frente.

O guarda-redes emprestado pelo Paris SG evitou o 2-0 de Luis Suárez aos 39 minutos e segurou a diferença mínima no marcador, permitindo aos insulares olhar para a segunda parte ainda com alguma ambição, especialmente depois de Baeza (45') fazer o primeiro remate à baliza de Rui Silva, que defendeu com segurança.
Só que, se o plano passava por repetir a proeza na segunda parte, tudo correu mal no regresso dos balneários. Sem o capitão Léo Santos, substituído por problemas físicos, o Nacional sofreu o 2-0 aos 49 minutos. O lançamento de Debast foi perfeito e Luis Suárez, em noite de altruísmo, ofereceu o golo ao jovem Flávio Gonçalves, que marcou pela terceira vez esta época.
É certo que o Sporting já tinha deixado escapar vantagens neste início de temporada e o aviso desses jogos ainda está presente nas bancadas de Alvalade, mas, perante o pouco que o Nacional ia conseguindo apresentar, Rui Borges sentiu confiança para gerir o plantel e a equipa a pensar no tal jogo da Liga dos Campeões. Ioannidis (77' e 83') ainda arriscou o golaço em duas ocasiões, mas a partida já não tinha mais história para contar.

Os leões venceram pela quarta jornada consecutiva e voltaram a terminar um jogo sem sofrer golos. Quanto aos insulares, Alexandre Santos, futuro técnico do Nacional, vai ter muito trabalho pela frente, mas pelo menos a baliza está assegurada para o resto da época.
Homem do jogo Flashscore: Luis Suárez (Sporting)

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