Manchester City 1-0 Coventry
O capitão Rúben Dias foi titular na equipa da casa, assim como os reforços recém-chegados Enzo Fernández e Iliman Ndiaye, enquanto Matheus Nunes não saiu do banco de suplentes. Se o futebol fosse jogado no papel, o Coventry nem precisava de ter entrado em campo, mas, para felicidade dos sky blues, a realidade é bem diferente. Os minutos iniciais mostraram que a equipa visitante não vinha apenas para cumprir calendário.

Os anfitriões quase ofereceram o golo inaugural logo aos 10 minutos, quando Gianluigi Donnarumma deixou a bola passar por baixo do pé, antes de se recompor a tempo de aliviar sobre a linha de golo. Novo erro do City concedeu aos comandados de Frank Lampard uma oportunidade soberba para inaugurar o marcador: desta vez, um passe disparatado de Antoine Semenyo foi intercetado por Taiwo Awoniyi que, isolado na cara do golo, atirou a raspar o poste.
Semenyo redimiu-se com juros da falha anterior aos 26 minutos. Num esforço notável sobre a linha de fundo, tirou um cruzamento imprevisível e, na zona de decisão, o irrequieto Erling Haaland apareceu a dar o melhor sentido ao lance. O Coventry não se deixou abater pelo golo sofrido e manteve uma organização defensiva irrepreensível, com cortes providenciais em cima da hora a negarem o golo na estreia a Enzo Fernández e a impedirem o bis de Haaland, mantendo a discussão em aberto para a segunda parte.
O avançado norueguês ainda festejou o segundo golo pouco antes da hora de jogo, ao encostar para a baliza após uma insistência de Fernández no interior da área, mas o lance acabou anulado por posição irregular do argentino no início da jogada. O Coventry ia sobrevivendo como podia a fases de intensa pressão sufocante e a perseverança esteve muito perto de dar frutos. A equipa de Lampard quase gelou o Etihad com um remate instintivo de Loum Tchaouna à entrada da área, a obrigar Donnarumma a aplicar-se junto ao solo para travar o empate.
O Manchester City precisou da inspiração do seu guarda-redes em vários momentos e o italiano voltou a ser decisivo a 10 minutos do fim, ao negar o golo a Ellis Simms à queima-roupa com a cara. A formação orientada por Enzo Maresca acabou por ultrapassar alguns percalços nos instantes finais para prolongar o arranque vitorioso na Premier League com a terceira vitória em três jogos, enquanto o Coventry continua em busca do primeiro ponto e do primeiro golo no regresso ao escalão principal.

Nottingham Forest 0-0 Tottenham
O início cinzento dos Spurs levou Roberto De Zerbi a promover três alterações no onze inicial após a derrota frente ao Newcastle, deixando no banco o português Mateus Fernandes, que foi lançado nos últimos minutos. Embora os visitantes tenham tido um ligeiro ascendente na primeira parte, a escassez de qualidade no último terço foi evidente em ambos os lados, com o jogo a ficar preso no meio-campo durante longos períodos. A melhor ocasião do Tottenham no primeiro tempo pertenceu a Omar Marmoush, que ganhou no corpo a Neco Williams para arranjar espaço para o remate, mas acabou por atirar ao lado.

O Forest ganhou coragem com o decorrer dos minutos: Jair Cunha disparou com perigo por cima da barra e Liam Delap - na estreia a titular - serviu Morgan Gibbs-White, que permitiu a defesa a Antonín Kinský. Após um reatamento morno, Gibbs-White voltou a estar em evidência no lance que parecia ditar o primeiro golo da partida, logo após a hora de jogo. O criativo isolou-se e tentou o chapéu a Kinsky, que ainda desviou a bola com a mão. Sandro Tonali e Jan Paul van Hecke correram para aliviar sobre a linha, mas Neco Williams antecipou-se e introduziu a bola na baliza. Os festejos acabaram, contudo, travados pelo VAR, que assinalou mão na bola do lateral.
O ambiente de insatisfação nas bancadas esteve perto de piorar quando o Tottenham respondeu num contra-ataque veloz, lançado por um passe longo espetacular de Kinsky para Marmoush. Em vez de servir o regressado Mohammed Kudus, totalmente desmarcado, o egípcio preferiu o remate e atirou muito por cima da barra. O lance sintetizou a falta de inspiração ofensiva de parte a parte ao longo de toda a tarde.

Se por um lado o Tottenham evitou o terceiro desaire - algo que não sucede desde 1979 -, continua sem vencer ou marcar na presente edição da liga. Já o Nottingham Forest chega aos seis jogos consecutivos sem vencer na prova e deixou fugir a oportunidade de somar cinco triunfos seguidos sobre os Spurs pela primeira vez na sua história.

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