"Franco Armani e o River Plate chegaram a acordo mútuo para encerrar um ciclo que ficará para sempre gravado na memória do clube e dos adeptos", informou a equipa nas suas redes sociais.
"Durante estes oito anos e meio, o Franco conquistou 10 títulos, sendo figura central em cada um deles e escrevendo capítulos inesquecíveis nos nossos 125 anos de história", destacou sobre a saída do guarda-redes.
O Millonario recordou que Armani foi um dos heróis "ao longo de toda a conquista da Taça Libertadores 2018 em Madrid, vencedor incansável de clássicos e guarda-redes com mais títulos" na história do clube, que o considera "uma lenda viva".
"O Armani é, e será eternamente, parte da grande história do River e as portas do clube permanecerão sempre abertas para ele", concluiu em relação à saída de quem também foi integrante da seleção argentina, onde disputou 19 jogos e com a qual se sagrou campeão do mundo no Catar 2022.
Tendo chegado ao Millonario no início de 2018, Armani somou 366 jogos como guarda-redes do River, com 165 balizas invioladas, e um palmarés que inclui a Taça Libertadores 2018, a Recopa Sul-Americana 2019, dois títulos da primeira divisão, três Supertaças Argentinas, uma Taça Argentina e dois Troféus de Campeões.
Medellín como destino?
De perfil discreto, não demorou a conquistar a titularidade e foi decisivo com as suas intervenções na vitória inesquecível sobre o Boca na final da Taça Libertadores 2018, e detém também o recorde de minutos sem sofrer golos no River, com o seu bloqueio durante 965 minutos, de abril a setembro do mesmo ano.
Embora ainda não esteja confirmado, é muito provável que Armani continue a sua carreira no Atlético Nacional de Medellín, outro clube onde também é considerado ídolo e com o qual conquistou vários títulos entre 2010 e o final de 2017, incluindo a Taça Libertadores 2016.

Armani tinha contrato com o River até dezembro, mas decidiu mudar de ares após um primeiro semestre em que esteve parado vários meses devido a lesão, cedendo a titularidade ao jovem Santiago Beltrán, que se adaptou a essa responsabilidade e chegou mesmo a ser convocado para a seleção argentina.
Este ano disputou apenas dois jogos e despediu-se do River no passado dia 20 de maio, no empate 1-1 frente ao Bragantino, do Brasil, na fase de grupos da Taça Sul-Americana.
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