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River Plate apresenta seis propostas de mudança para o futebol argentino

Stefano Di Carlo, presidente do River
Stefano Di Carlo, presidente do RiverFoto por MARCELO ENDELLI / GETTY IMAGES SOUTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Após mais de seis meses de ausência, o River Plate vai voltar esta terça-feira, 22 de setembro, a participar numa reunião do Comité Executivo da Associação de Futebol Argentino. Fá-lo-á com um documento no qual apresenta alterações em vários aspetos do futebol argentino, desde o formato das competições e a arbitragem até aos rendimentos e aos direitos televisivos.

A apresentação assinala o regresso do clube às reuniões do organismo depois de, em março, ter decidido deixar de participar devido às suas críticas ao funcionamento institucional do Comité Executivo.

Agora, sob a liderança de Stefano Di Carlo, River levará uma proposta que define como um diagnóstico acompanhado de medidas concretas. O clube defende que as mudanças devem ser construídas em conjunto com as restantes instituições que integram a AFA.

Os seis pontos propostos pelo River

O documento está dividido em seis eixos que abrangem aspetos desportivos, institucionais e económicos.

1. Um novo formato para as competições

O River propõe avançar para uma redução gradual do número de equipas na primeira divisão. Reclama ainda que as regras das competições permaneçam definidas durante o decorrer dos torneios e não sofram alterações enquanto estão a ser disputados.

2. Reorganizar o calendário e o mercado de transferências

A segunda proposta visa reorganizar o calendário do futebol argentino e rever a janela correspondente ao mercado de transferências, com o objetivo de estabelecer um planeamento mais estruturado.

3. Mais transparência no funcionamento institucional

Outro dos pontos está relacionado com os procedimentos internos da AFA e o acesso à informação.

Trata-se de um dos aspetos que já tinham motivado o afastamento do River do Comité Executivo. O clube pretende estabelecer critérios mais claros para os processos institucionais e para a tomada de decisões.

4. Alterações no sistema de arbitragem

A arbitragem ocupa um dos capítulos centrais do documento.

O River propõe rever os papéis de quem atualmente lidera o sistema e sugere estabelecer critérios objetivos para a nomeação dos árbitros.

Além disso, propõe incorporar avaliações de desempenho e criar um comité independente que possa auditar o processo de nomeações.

5. Geração e distribuição de recursos

No plano económico, o River defende a importância de manter um modelo solidário na distribuição de receitas entre os clubes.

Em simultâneo, propõe rever a forma como a AFA gera recursos e sugere desenvolver novas alternativas para aumentar os fundos disponíveis.

6. Uma revisão dos direitos televisivos

O último eixo está relacionado com os direitos audiovisuais.

O River propõe reformular o modelo de comercialização dos direitos televisivos, tanto para o mercado argentino como para as transmissões internacionais.

River propõe trabalhar em conjunto com os restantes clubes

O clube esclareceu que o documento apresentado ao Comité Executivo constitui o enquadramento geral da sua posição institucional. A intenção é que cada um dos seis pontos seja posteriormente desenvolvido através de projetos específicos e com base técnica.

Além disso, o River propõe que esse processo seja construído em conjunto com os restantes clubes que integram a AFA.

A apresentação marca também um novo capítulo na relação entre o River e a direção da AFA. O clube tinha decidido ausentar-se das reuniões do Comité Executivo durante vários meses e agora regressa com uma agenda concreta de reformas.

Fica por saber se esta participação representa o regresso permanente do River ao âmbito do Comité Executivo ou se se trata de uma intervenção pontual. Falta também conhecer qual será a posição do clube perante a Assembleia Geral Ordinária da AFA prevista para outubro.

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