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Análise: Como o líder Manchester City superou um Sunderland determinado num emocionante duelo com oito golos

Erling Haaland, do Man City, marca para fazer o 5-3 frente ao Sunderland
Erling Haaland, do Man City, marca para fazer o 5-3 frente ao SunderlandČTK / imago sportfotodienst / Mark Cosgrove/News Images

Estava previsto um grande jogo no Estádio Etihad no domingo, com o Manchester City de Enzo Maresca a tentar prolongar o seu arranque 100% vitorioso na época, enquanto o Sunderland de Regis Le Bris, conhecido pelo seu futebol ofensivo, procurava a sua segunda vitória na edição 2026/27 da Premier League.

Recorde as incidências da partida

Com o Arsenal a ter sido claramente derrotado em Brighton mais cedo no fim de semana, o City tinha um incentivo extra para conquistar os três pontos, pois isso permitiria distanciar-se dos seus rivais mais próximos.

City estava invicto há nove jogos frente ao Sunderland

Os Black Cats tinham perdido recentemente frente aos Gunners no Stadium of Light, mas a verdade é que não desiludiram em termos exibicionais.

Esperava-os uma tarefa complicada, sobretudo porque o City estava invicto nos últimos nove jogos da Premier League frente ao Sunderland. Uma vitória fora de casa seria o primeiro triunfo do Sunderland na Liga frente a este adversário em 13 anos, sendo que o último tinha acontecido em novembro de 2013.

Resultados recentes nos duelos diretos
Resultados recentes nos duelos diretosFlashscore

Ambas as equipas fizeram uma alteração em relação ao último jogo e alinharam num ofensivo 4-2-3-1, algo que se revelaria importante no desfecho da partida. O onze inicial do Sunderland, com uma média de idades de 26 anos e 246 dias, foi mesmo o mais jovem da equipa num jogo da Liga em 26/27.

Robin Roefs podia e devia ter feito melhor na baliza do Sunderland quando Enzo Fernández o surpreendeu ao primeiro poste com um livre executado de forma brilhante logo nos minutos iniciais; ainda assim, os visitantes já tinham criado dois remates antes disso, o que dava o tom para o que viria a seguir.

Brobbey ao resgate

Menos de três minutos depois, Brian Brobbey marcou na outra baliza, silenciando os adeptos do City que ainda celebravam o golo inaugural.

De facto, a coragem e a ousadia ofensiva demonstradas pelo Sunderland ao longo do jogo merecem destaque, já que os Black Cats terminaram com mais remates totais do que os anfitriões (17-16) e também mais remates enquadrados (nove-seis).

Rayan Cherki restabeleceu rapidamente a igualdade para o City, antes de Brobbey voltar a empatar apenas três minutos depois. Thomas Meunier fez a assistência, e a sua eficácia de passe de 91,3% foi um dos principais motivos para os visitantes conseguirem ombrear com um adversário mais conceituado.

O melhor de Ballard não chegou para travar Semenyo

Nilson Angulo (91,7%) também esteve em destaque no Etihad, distribuindo passes com grande à-vontade.

Com Dan Ballard a vencer 12 dos seus 18 duelos individuais, mais do que qualquer outro jogador em campo, e Nordi Mukiele a somar quatro interceções e três desarmes ganhos em quatro tentativas, o Sunderland construiu uma base sólida para lançar os seus ataques.

No entanto, nada conseguiram fazer perante a excelente forma de Antoine Semenyo nesse dia. O avançado já tinha assistido Cherki e tentado cinco cruzamentos – mais do que qualquer outro – antes de colocar o City em vantagem pela terceira vez no encontro.

Angulo fez-se notar

O seu primeiro golo da época foi suficiente para os anfitriões irem em vantagem para o intervalo, e Semenyo ainda aumentou a contagem logo no início da segunda parte.

Angulo começava a fazer-se notar entre os visitantes. Depois de ver um remate seu ser tirado em cima da linha, fez a assistência para Brobbey completar o hat-trick, ao mesmo tempo que causava muitos problemas aos laterais do City ao completar com sucesso dois dos seus três dribles.

Dinâmica da partida
Dinâmica da partidaFlashscore

As suas duas grandes oportunidades criadas foram apenas menos uma do que as de Brobbey, e igualaram o melhor registo de qualquer jogador do City (Erling Haaland) durante o jogo. Apesar do golo ter relançado o Sunderland na partida, foi o City que voltou a assumir o controlo. Três golos sem resposta, aliados a 70% de posse de bola coletiva, deixaram os visitantes a correr atrás do prejuízo durante largos períodos.

Anderson teve sorte em não ser expulso

A eficácia de passe perfeita de Semenyo (100%), aliada aos 94,9% de Marc Guehi e aos 97% do suplente Iliman Ndiaye, baralharam por completo um Sunderland já desgastado, sendo surpreendente que Haaland só tenha conseguido marcar o seu primeiro golo frente aos Wearsiders a 10 minutos do fim.

O quinto golo da época para o norueguês isolou-o no topo da lista de melhores marcadores da Premier League, e ainda houve tempo para ambas as equipas trocarem ataques nos minutos finais, com o VAR a anular mais um golo ao City.

O maior motivo de discussão do jogo surgiu quando Elliot Anderson tocou claramente com a mão na área.

Apesar de o árbitro de campo poder facilmente não ter visto o lance, quem estava na sala do VAR teria tido uma visão claríssima do incidente, e a recusa total em sequer rever as imagens deixa mais dúvidas do que certezas.

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