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Internacionais portugueses já movimentaram mais de 300 milhões de euros em 2026/27

Mateus Fernandes no Tottenham
Mateus Fernandes no TottenhamReuters

Os futebolistas internacionais A portugueses já movimentaram mais de 300 milhões de euros (ME) fixos em transferências na janela de verão, que encerrou até terça-feira nos principais campeonatos europeus, mas continua aberta na Liga e em mercados periféricos.

Mateus Fernandes proporcionou o maior investimento num jogador luso durante o primeiro período de inscrições de 2026/27, iniciado em julho, ao deixar o despromovido West Ham, treinado pelo compatriota Nuno Espírito Santo, e juntar-se ao Tottenham por 99 ME, continuando no escalão principal inglês.

Autor do sétimo negócio mais caro neste defeso, o médio esteve ausente do Mundial2026, ao contrário de Gonçalo Ramos, que saiu do bicampeão europeu e pentacampeão francês Paris Saint-Germain por 74 ME e bateu o recorde de transferências dos italianos do AC Milan, de Ruben Amorim.

Se o ponta de lança passou três épocas em Paris, o extremo Rafael Leão, também presente na principal prova de seleções, despediu-se de Milão ao fim de sete anos e reforçou o tetracampeão turco Galatasaray por 38 ME.

Rafael Leão ficou à beira do pódio dos internacionais A portugueses envolvidos nas maiores transações do verão, formado por Mateus Fernandes, Gonçalo Ramos e o igualmente extremo Francisco Trincão.

Depois de quatro temporadas no Sporting, a primeira por empréstimo do bicampeão espanhol Barcelona, Trincão rumou aos sauditas do Al Ahli, vencedores das últimas duas Ligas dos Campeões asiáticos, por 39,4 ME.

Outros montantes significativos abrangeram o defesa central António Silva, que se mudou do Benfica para os ingleses do Bournemouth por 25 ME, ou o médio Samu Costa, recrutado por 22 ME pelo campeão saudita Al Nassr, de Cristiano Ronaldo e João Félix, ao Maiorca, despromovido da Liga espanhola.

António Silva ao serviço do Bournemouth
António Silva ao serviço do BournemouthReuters

O centrocampista João Palhinha protagonizou o negócio mais mediático na Liga, ao desvincular-se do bicampeão alemão Bayern Munique e voltar a Portugal quatro anos depois para assinar por 14 ME pelo Benfica, rival do Sporting, com o qual se tinha sagrado campeão nacional em 2020/21.

A exemplo de Mateus Fernandes e António Silva, Palhinha ficou de fora da convocatória para o Campeonato do Mundo, no qual Portugal foi eliminado nos oitavos de final, ao perder frente à campeã europeia Espanha (1-0), que reconquistaria o troféu mundial, tendo Jorge Jesus sucedido ao espanhol Roberto Martínez no comando técnico da equipa das quinas.

O guarda-redes Ricardo Velho também falhou a lista final, mas estagiou com os 26 convocados e trocou de clube depois do Mundial2026, ao chegar aos gregos do Aris Salónica por 3,5 ME, oriundo do Farense, da Liga 2.

Outras movimentações aconteceram sem custos de transferência, tal como ilustrou o defesa direito João Cancelo, que assinou em definitivo pelo FC Barcelona, volvidos seis meses de empréstimo dos sauditas do Al Hilal.

O médio Bernardo Silva terminou nove temporadas de ligação aos ingleses do Manchester City e juntou-se ao Real Madrid, acompanhando o regresso aos espanhóis 13 anos depois do treinador José Mourinho, proveniente do Benfica,

A Fiorentina reforçou-se com o médio Pedro Gonçalves, que proporcionou uma taxa de cedência de 2,5 ME ao Sporting, no qual alinhava desde 2020/21, e pode atingir os 25 ME, caso os italianos exerçam a cláusula de 22,5 ME ou sejam cumpridos objetivos que obriguem à aquisição definitiva.

Entre os internacionais sub-21, Afonso Moreira e Rodrigo Mora sobressaíram com transações de 29,5 ME e 25 ME dos franceses do Lyon, de Paulo Fonseca, para os alemães do Bayer Leverkusen e do campeão português FC Porto rumo aos italianos do Roma, respetivamente.

Gustavo Sá custou 20 ME aos ingleses do Nottingham Forest e foi cedido aos gregos do Olympiacos, após ter representado o Famalicão, num verão em que Geovany Quenda trocou o Sporting pelos ingleses do Chelsea.

Esse negócio foi anunciado em março de 2025 por 50,8 ME fixos, mas o extremo fez outra época pelos leões antes de ingressar nos campeões mundiais, os segundos mais gastadores na primeira janela de 2026/27.

O prazo para registo de novos contratos termina na sexta-feira na I Liga, que permitirá inscrições em situações de empréstimos até 08 de setembro, desde que os jogadores não completem mais de 23 anos até ao final da cedência e sejam considerados formados localmente no clube cedente.

A verba movimentada por internacionais A portugueses ainda poderá crescer em mercados periféricos como Países Baixos, Estados Unidos, Argentina, Bélgica, Turquia, Arábia Saudita, Rússia, Brasil, México e Grécia.

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